Sérgio Galvão: Saxofonista de renome internacional em turnê pelo Brasil. O talentoso saxofonista e compositor brasileiro, de renome internacional Sérgio Galvão, participou no mês de junho do Perth International Jazz Festival 2016 onde teve o privilégio de se apresentar no mesmo evento que seus ídolos Gary BartzBob Mintzer & Yellowjackets, entre outros. Me sinto muito honrado de poder representar o saxofone brasileiro ao lado dessas feras e de ver o #PhantomFish nadando em águas tão distantes, relatou Sergio.

5-_MG_1885O músico esteve se apresentando em Roma no mês de maio e se prepara para uma turnê no Brasil que estará acontecendo no mês de agosto. A agenda esta no final da matéria.

Em 2013 a Jazz Station colocou Sérgio Galvão em 8.º lugar na sua lista dos melhores do ano na categoria (sax soprano), pelo seu álbum (“Phantom Fish” – Pimenta Music). A seleção dos “Melhores do Jazz – The Best Jazz of 2013”, feita pelo historiador Arnaldo DeSouteiro, foi publicada pela primeira vez em 1979. A lista dos que mais se destacaram no panorama jazzístico internacional elegeu Sérgio Galvão como um dos artistas que brilharam em 2013.

11188228_888471904549637_8536137548111497230_nUm talento reconhecido de longa data, Sérgio Galvão inicia um capítulo novo em sua história musical. No auge de uma carreira que já soma trinta anos e participação em centenas de discos e turnês de nomes como Roberto Carlos, Leny Andrade, Simone, Jorge Ben, Djavan, Rosa Passos, Cauby Peixoto e Guinga, Sérgio Galvão é sem dúvida um dos mais requisitados saxofonistas brasileiros, tendo lançado seu primeiro disco como instrumentista solo e compositor após 30 anos de carreira.

Produzido pela baixista e compositora brasileira Amanda Ruzza, que hoje vive em Nova Iorque, Phantom Fish é uma experiência que envolve o ouvinte pela melodia e potência dos sax tenor e soprano de Galvão. Mas não só. “A ideia principal do disco foi manter a base brasileira, com baixo e bateria, mas acrescentar uma porção de diferentes músicos que tivessem em comum a paixão pelo groove, harmonia e a mente aberta”, diz Amanda. “Eu queria que cada melodia e cada groove se conectassem entre si, como se o ouvinte estivesse lendo um livro e fosse envolvido por uma bela história. Na verdade, belas histórias da vida do Sérgio.”

1-_MG_2905Sexto e último filho de uma família de músicos, Sérgio Galvão aprendeu lições valiosas com os irmãos mais velhos enquanto crescia em Brasília. Ele fala com orgulho da profunda herança musical: “Meu irmão Carlos foi maestro e compositor clássico, dirigiu a Escola de Música de Brasília por muitos anos. Zequinha foi um baterista e percussionista bastante reconhecido, uma grande inspiração pra mim. Já o Lula Galvão, companheiro de quarto por muitos e muitos anos, é um dos grandes guitarristas e arranjadores da atualidade”.

Não é difícil prever o resultado de tanto contato com a música. “O Zequinha estudava vibrafone em casa”, diz Sérgio. “Naquela época ele e Carlinhos já participavam de algumas gravações, eu me lembro da minha mãe mostrando os discos que eles gravavam para as visitas. Uma grande influência pra mim nessa época foi o saxofonista Victor Assis Brasil. A gente tinha a discografia completa dele e eu ficava ouvindo compulsivamente, um disco atrás do outro.”

Outro mito de importantíssima influência foi John Coltrane, que fisgou Sérgio ainda jovem. “Aos 15 anos eu jogava basquete num clube em Brasília e até pensava em me tornar profissional. Um dia, voltando do treino, eu não conseguia parar de pensar nos solos do Coltrane. Peguei uma flauta doce emprestada com um vizinho e comecei a aprender ali mesmo. Depois, continuei tentando tocar as músicas dele na clarineta, que toquei ainda antes do sax.”

13124435_270343546634421_1487777464892137253_nO casamento de Sérgio Galvão com o sax veio alguns meses mais tarde, quando ele foi assistir a um concerto de um amigo saxofonista. “Quando acabou o show, ele me chamou no palco pra me mostrar o soprano dele. Foi a primeira vez que segurei um saxofone. Depois da luta pra ajustar a embocadura, fechei os olhos e comecei a tocar ‘O Palhaço’, do Egberto Gismonti. Antes que eu abrisse os olhos, senti que algumas pessoas da plateia, que já estava saindo do teatro, tinham voltado pra me ouvir, desde então nunca mais parei de tocar.”

Sérgio começou os estudos na Escola de Música de Brasília (EMB) no início da década de 80 levado pelo irmão Zequinha, professor de lá. “Meus mentores naquela época foram Hugo Lauterjung, Manoel Carvalho e Luiz Gonzaga Carneiro, o Gonzaguinha”, lembra ele, “mas sou praticamente um autodidata.” Nos meados dos 80 gravou e tocou pelo país com o grupo afro-brasileiro Obina Shock, cujo primeiro álbum contou com a participação de Gilberto Gil e Gal Costa. Foi a primeira de uma enxurrada de gravações que viria nas próximas décadas.

Biografia escrita por: Bill Milkowski.

1455023_618575484872615_929895754_nAs sementes de Phantom Fish foram plantadas há dois anos, quando Galvão conheceu Amanda Ruzza, que o havia convidado para fazer parte de sua banda durante turnê com o trombonista americano Chris Stover. Como lembra Amanda, “Sérgio apareceu e tocou minha música melhor do que qualquer um na banda. Eu não podia acreditar no som dele. Ele tinha o groove brasileiro e o timbre do saxofone americano moderno. Inacreditável!”. Sérgio acrescenta: “Foi amor à primeira nota.” No ano seguinte ela propôs que ele fosse a Nova Iorque para que registrassem seu estilo em composições próprias.

O timbre robusto e o fraseado de Sérgio Galvão causam impacto já na faixa de abertura, “Amphybious”, em que ele mostra o entrosamento com a banda, em especial com a guitarrista Alex Nolan, com quem dobra em uníssono antes de entrar com um solo impressionantemente explosivo no sax tenor, e com o pianista argentino LeoGenovese (“um gênio!”) – que contribui com um dos melhores solos do disco, de acordo com o próprio Galvão. A encantadora e moderna “Zuruba” e a linda balada “Casa Amarela” (homenagem à esposa) expõem a sensibilidade e o lirismo de Galvão.

13006500_1018203378254595_4125615116989523615_nO trombonista Chris Stover dá sua contribuição em “Meu Nobre”. Segundo Galvão, Stover é “o melhor trombonista brasileiro nascido nos EUA”. A sensação do piano cubano, Aruán Ortiz, e o trompetista brasileiro Claudio Roditi – outra grande influência para Sérgio – são os convidados da faixa que dá nome ao disco, enquanto o samba-groove “Mandruzza”, feito especialmente para Amanda, conta com a participação da guitarrista Leni Stern com um solo “histórico”.

“A Leni é uma alemã com vocabulário americano e alma africana. Ela trouxe a doçura ao disco.” O som encorpado e a fluência técnica de Sérgio no sax soprano dão o tom na intrigante “Ja Íu” que conta também com um maravilhoso solo de piano de Ortiz e abre espaço para o improviso preciso de Maurício Zottarelli, passeando com força e segurança pelo ritmo. O álbum fecha em grande estilo com a versão quente e viva do acelerado samba “Vou Deitar e Rolar (Qua Qua Ra Qua Quá)”, mundialmente conhecido pela voz do “tesouro brasileiro” Elis Regina em gravação de 1973 e também pela gravação original de seu compositor, o gênio do violão brasileiro Baden Powell, em seu primoroso álbum de 1971, Canto on Guitar.

13227083_814660921969527_2367021918132512661_nO disco termina com o despretensioso e imponente sax tenor de Sérgio Galvão.

Depois de 30 anos no forno, Phantom Fish (Pimenta Music) anuncia a chegada de um legítimo novo clássico do “saxophone colossus” na cena internacional do jazz.

AGENDA:

05/08 – Workshop de Saxofone (Barreirinhas-MA)
06/08 – Lençóis Jazz & Blues Festival (Barreirinhas-MA)
08/08 – Part. Especial no Três Brasilis Trio – no Teatro da UFMG (Belo Horizonte-MG)
11/08 – Zottarelli & Galvão no JazzB (São Paulo-SP)
12/08 – Festival Jazz & Blues Sesc Jundiaí-SP
13/08 – I Festival Semente de Música Brasileira (Bar Semente Rio de Janeiro-RJ)
16 a 19/08 – CampSax: Encontro dos Saxofonistas de Campo Verde-MT
18/08 – Praça João Paulo II (Campo Verde-MT)
19/08 – A Casa do Parque (Cuiabá-MT)
20/08 – Show Fechado (Rio de Janeiro-RJ)
23/08 – Mauricio Zottarelli & Galvão no Madeleine Jazz Bar (São Paulo-SP)
25/08 – Festival Jazz & Blues Sesc Ribeirão Preto-SP
26/08 – Festival Jazz & Blues Sesc Sorocaba-SP

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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site