Naypyidaw, Myanmar, 2 de fevereiro de 2026, IRNA – Cinco anos após o golpe militar que abalou Myanmar, o país continua mergulhado em instabilidade política e violência. A nova administração, prevista para ser lançada já em abril, não deve alterar o cenário de confrontos que se intensificaram desde a tomada de poder pelos militares em 1º de fevereiro de 2021.
Naquele dia, as Forças Armadas detiveram a líder pró-democracia Aung San Suu Kyi, alegando fraude eleitoral no pleito realizado no ano anterior. Desde então, o país vive sob controle da junta, que realizou uma eleição entre dezembro e janeiro, excluindo partidos pró-democracia e classificando o processo como uma “transição para o governo civil”.
No entanto, o pleito recebeu apoio apenas de um número reduzido de países, como China e Rússia. A maior parte da comunidade internacional questiona sua legitimidade, apontando falta de transparência e exclusão de opositores.
Organizações de direitos humanos afirmam que mais de 7.700 civis foram mortos desde o golpe. A ONU estima que mais de 3,6 milhões de pessoas foram deslocadas internamente, fugindo de combates entre o Exército e grupos de resistência.
Com o avanço dos confrontos e o enfraquecimento das instituições civis, o futuro do país segue incerto. Analistas afirmam que, sem apoio internacional e sem um processo político inclusivo, a crise tende a se prolongar.
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