Estrela: A história da infância brasileira em forma de brinquedo

Empresa fundada em 1937 transformou brinquedos em símbolos culturais e segue influenciando novas gerações

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Konan, Província de Shiga, Japão, 3 de fevereiro de 2026, Elisabere Panssonatto Breternitz (*) Quando lembramos da infância no Brasil, é quase impossível não associar essa memória à Estrela.

Fundada em 1937, em São Paulo, por Siegfried Adler, a empresa nasceu de forma simples, produzindo bonecas de pano e carrinhos de madeira de maneira quase artesanal.

O que começou como um pequeno negócio familiar cresceu junto com o país e se transformou em uma das maiores indústrias de brinquedos da América Latina.

A Estrela acompanhou de perto as transformações da sociedade brasileira.

Nas décadas de 1950 e 1960, passou a fabricar brinquedos de plástico e metal, refletindo os avanços tecnológicos da época.

Foi nesse período que surgiram personagens que marcaram gerações, como as bonecas Beijoca e Amiguinha, presenças constantes nas brincadeiras e no imaginário infantil, especialmente entre as meninas.

Em 1966, a empresa lançou a boneca Susi, que se tornou um verdadeiro ícone cultural, simbolizando moda, comportamento e sonhos.

Vieram ainda sucessos inesquecíveis como o Autorama, que levava a emoção das corridas para dentro de casa e jogos de tabuleiro como o Banco Imobiliário, capazes de reunir famílias inteiras ao redor da mesa.

Nos anos seguintes, brinquedos como o Falcon e os carrinhos rádio controlados reforçaram a relação afetiva entre diferentes gerações.

Ao longo do tempo, a Estrela enfrentou desafios como a concorrência internacional e a chegada dos brinquedos eletrônicos, mas soube se reinventar, apostando tanto na inovação quanto na nostalgia.

Hoje, com várias fábricas e um portfólio diversificado, a Estrela segue fiel ao seu propósito: estimular a imaginação, a criatividade e o convívio.

Sua história é, no fundo, a própria história da infância brasileira, feita de brincadeiras, afeto e lembranças que atravessam gerações.

(*) Elisabete Panssonatto Breternitz, Especialista em Língua Inglesa pela UNESP, é professora e membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí – AFLAJ. betenitz@gmail.com

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