Goma, Província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo, 31 de janeiro de 2026, SAPA – Autoridades rebeldes da República Democrática do Congo confirmaram que mais de 200 pessoas morreram após o colapso de uma mina de coltan em Rubaya, no leste do país, na quarta-feira (29). A área é controlada pelo grupo rebelde M23, que mantém confrontos frequentes com as forças governamentais.
A mina, que produz coltan — minério essencial para a fabricação de componentes eletrônicos, como os utilizados em smartphones — já era alvo de preocupação devido às condições precárias de segurança. Túneis escavados manualmente e a ausência de medidas adequadas aumentavam o risco de desabamentos.
O colapso ocorreu durante o período de chuvas intensas, que fragiliza o solo e torna as operações ainda mais perigosas. Entre as vítimas estão mineiros, mulheres e crianças que trabalhavam ou circulavam na área no momento do deslizamento.
A Organização das Nações Unidas alerta que as minas da região se tornaram uma importante fonte de financiamento para as operações militares do M23, grupo apoiado por Ruanda. A disputa pelo controle de áreas ricas em minerais estratégicos tem alimentado a instabilidade no leste do país.
Equipes de resgate continuam trabalhando em condições adversas para localizar sobreviventes e recuperar corpos soterrados. Autoridades locais afirmam que o número de vítimas pode aumentar à medida que as buscas avançam.
O desastre reacende o debate sobre a necessidade urgente de regulamentação e segurança na mineração artesanal, que sustenta milhares de famílias, mas opera sob riscos extremos e em meio a conflitos armados.
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