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Junta militar de Mianmar estende estado de emergência pela 7ª vez

Regime militar prolonga medidas de exceção por mais seis meses, adiando eleições e aumentando tensões.

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Naypyidaw, Mianmar, 1 de fevereiro de 2025 – Associated Press – A junta militar de Mianmar anunciou nesta sexta-feira (31) a extensão do estado de emergência por mais seis meses, marcando a sétima prorrogação desde o golpe de Estado que derrubou o governo civil em 2021. A decisão foi tomada pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional, segundo informou a mídia estatal do país.

O líder militar, general Min Aung Hlaing, justificou a medida afirmando que a paz e a estabilidade são necessárias para realizar eleições livres e justas, inicialmente previstas para este ano. No entanto, a realização de eleições exige o fim do estado de emergência, o que não ocorrerá no curto prazo.

Em outubro de 2024, o regime realizou um censo populacional, alegando que a lista de eleitores é essencial para o processo eleitoral e a transição para um governo civil. Apesar disso, a extensão do estado de emergência indica que o regime militar não tem planos imediatos de devolver o poder aos civis.

Desde o golpe de 2021, Mianmar enfrenta uma crise política e humanitária, com confrontos entre as forças militares, grupos pró-democracia e milícias étnicas. A extensão do estado de emergência pode intensificar os conflitos, já que a oposição e os grupos armados veem a medida como um sinal de que o regime não pretende ceder ao diálogo ou à transição democrática.

O estado de emergência foi declarado inicialmente como justificativa para o golpe e tem sido a base legal para o governo militar. Com a sétima prorrogação, a perspectiva de eleições e uma transição pacífica parece cada vez mais distante, enquanto a população continua a enfrentar violência, repressão e instabilidade econômica.

A comunidade internacional tem pressionado o regime militar a restaurar a democracia e respeitar os direitos humanos, mas até o momento as sanções e condenações não surtiram efeitos significativos. Enquanto isso, a crise em Mianmar permanece uma das mais graves do Sudeste Asiático, com impactos regionais e globais.

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