Nagasaki, Japão, 10 de setembro de 2024 – Agência de Notícias Kyodo – O Tribunal Distrital de Nagasaki emitiu nesta segunda-feira (9) uma decisão parcialmente favorável aos autores de uma ação que buscava o reconhecimento como sobreviventes da bomba atômica (hibakushas). A sentença, que reconheceu apenas residentes de três vilas localizadas a leste do marco zero da explosão, gerou reações mistas entre os demandantes.
Chiyoko Iwanaga, líder do grupo de autores, expressou sua decepção com a decisão limitada. “O impacto das substâncias radioativas não foi sentido apenas a leste do marco zero. Esperávamos uma decisão baseada nos fatos”, declarou Iwanaga. Ela reafirmou a determinação do grupo em continuar lutando, apesar da idade avançada dos sobreviventes, com o apoio de seus advogados.
Outro autor, Takeshi Yamauchi, classificou a decisão como “extremamente preocupante”, alertando para o risco de divisão entre os sobreviventes. Yamauchi destacou a discrepância entre os critérios aplicados em Nagasaki e Hiroshima, onde a zona designada de exposição à radiação se estende por quase 40 quilômetros do marco zero, em contraste com o raio de 12 quilômetros em Nagasaki.
O Ministério da Saúde, que participou do processo ao lado da cidade e da prefeitura de Nagasaki, emitiu um comunicado reconhecendo que parte da reivindicação dos governos locais não foi aprovada. O ministério afirmou que examinará detalhadamente a decisão antes de determinar os próximos passos, em consulta com outras agências governamentais e autoridades locais.
Esta decisão judicial ressalta a complexidade e as controvérsias que ainda cercam o reconhecimento oficial dos hibakushas, quase 80 anos após o bombardeio atômico. O caso destaca a necessidade contínua de reavaliar os critérios de certificação dos sobreviventes, considerando os avanços científicos na compreensão dos efeitos da radiação a longo prazo.
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