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Ministro japonês admite que pode ter assinado documento ligado a grupo religioso

Moriyama Masahito, ministro da Educação e Cultura do Japão, reconhece possibilidade de ter assinado documento ligado à antiga Igreja da Unificação por descuido.

Tóquio, Japão – 07 de fevereiro de 2024 – O ministro japonês da Educação e Cultura, Moriyama Masahito, admitiu durante uma sessão do Comitê de Orçamento da Câmara Baixa na quarta-feira (7), que pode ter assinado, por descuido, um documento que era essencialmente um acordo político com o grupo religioso anteriormente chamado de Igreja da Unificação.

O jornal Asahi Shimbun havia relatado que o ministro recebeu uma carta de recomendação e apoio de campanha de uma organização ligada ao grupo durante as eleições da Câmara Baixa de 2021. O jornal também informou que Moriyama assinou o documento confirmando a recomendação.

Moriyama foi questionado sobre o assunto durante a sessão do comitê, e ele afirmou que havia esquecido do ocorrido até o relatório do jornal, mas ao ver a foto, começou a lembrar vagamente que pode ter acontecido.

O ministro explicou que foi convidado para um comício por eleitores de sua circunscrição e que pode ter sido inesperadamente solicitado a assinar o documento no encerramento do evento.

Ele admitiu que pode ter colocado seu nome na carta sem ler completamente, o que ele reconhece como algo descuidado.

O primeiro-ministro, Kishida Fumio, rejeitou a demanda do principal partido de oposição, Partido Democrático Constitucional, para a demissão de Moriyama.

Kishida afirmou que fez as nomeações do gabinete assumindo que os ministros atualmente não têm relação alguma com o grupo religioso, seja no presente ou no passado.

Sob a liderança de Moriyama, o ministério da educação e cultura solicitou uma ordem judicial em outubro passado para revogar o status do grupo como uma corporação religiosa, após alegações de práticas de vendas duvidosas e solicitação de grandes doações dos seguidores.

Enquanto isso, o secretário-chefe de gabinete, Hayashi Yoshimasa, revelou na quarta-feira que pode ter se encontrado com um indivíduo de uma organização ligada ao grupo religioso três anos atrás em sua prefeitura natal de Yamaguchi. Ele esclareceu que não recebeu apoio de campanha ou doações do grupo ou entidades afiliadas.