O governo do Japão definiu quando começará a liberar no oceano a água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi. O plano entra em ação já nesta quinta-feira (24).
O primeiro-ministro Kishida Fumio fez o anúncio durante reunião com membros do gabinete na terça-feira (22).
Ele disse: “A liberação está prevista para quinta-feira (24), desde que as condições climáticas e do mar não causem problemas. Assumiremos a responsabilidade até que a descarga da água tratada seja concluída, não importa quanto tempo leve, pelas próximas décadas”.
A recepção em Fukushima foi mista. Um morador disse: “É difícil se sentir seguro, do ponto de vista emocional”.
Outro morador disse: “A água continuará se acumulando. Temos que lidar com isso de alguma forma, portanto, se os padrões de segurança forem sólidos e não houver risco, acho que não teremos escolha.”
Membros do setor pesqueiro local dizem que estão preocupados com o impacto que a liberação terá sobre eles. O comerciante de peixes Suzuki Kouji disse: “Não sei o que fazer. Acredito que haverá danos à reputação, então acho que temos que descobrir o quanto podemos reduzir seu impacto”.
O governo diz que a liberação é necessária para descomissionar a usina, que sofreu um derretimento triplo no terremoto e tsunami de março de 2011.
Desde então, a chuva e a água subterrânea se misturaram com a água usada para resfriar o combustível derretido na usina de Fukushima Daiichi.
A água é tratada para remover a maior parte do material radioativo, mas ainda contém trítio.
O governo planeja diluir a água para reduzir os níveis de trítio para cerca de um sétimo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde para água potável.
No mês passado, a Agência Internacional de Energia Atômica divulgou um relatório dizendo que o plano de liberação de água do Japão é consistente com os padrões internacionais de segurança.
A operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company – TEPCO, prometeu assumir a responsabilidade pelos impactos causados pelo vazamento.
O presidente da TEPCO, Kobayakawa Tomoaki, disse: “Tomaremos medidas completas contra rumores prejudiciais, acima de tudo. Independentemente disso, no caso de danos à reputação, garantiremos que a indenização seja paga rapidamente.”
O governo do Japão também prometeu trabalhar arduamente para garantir a segurança pública e evitar danos à reputação das empresas.
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