Especializado em cinema brasileiro, o Canal Brasil completa 2 décadas.

O “Canal Brasil”, especializado em cinema brasileiro, está completando 20 anos no dia 18 de setembro e em comemoração vai estar reprisando 300 filmes que coproduziu, entre os mais variados gêneros de filmes de arte, documentários, cinebiografias e campeões de bilheteria, entre eles “Dzi Croquettes, Gabriel e a Montanha, Mãe Só Há Uma”. A exibição teve início no dia 12 de setembro com o documentário “Loki- Arnaldo Batista”, sobre o ex- Mutante e continua até o final do mês de setembro.

A celebração dos 20 anos, foi uma grande festa realizada no dia 11 de setembro, no “Circo Voador” – Rio de Janeiro com a presença de exs- e atuais apresentadores da emissora como João Gordo “Eletrogordo”, Paulo Tiefenthaler “Larica Total”, Lázaro Ramos “Espelho”, Simone Zuccoloto “Cinejornal”, Nasi “Nasi Noite Adentro”, Bárbara Paz “A Arte do Encontro”, Michel Melamed “Bipolar Show”. O ex- Titãs, Charles Gavin (Produtor, apresentador, músico e pesquisador) apresenta há 12 temporadas, o programa “Som do Vinil. O programa investiga e resgata histórias de bastidores de álbuns clássicos da música nacional.

Estiveram presentes personalidades do cinema, música e cultura brasileira, entre eles Ney Matogrosso, Jars Macalé, Paulinho Moska, Paulo Miklos, Camila Morgado, Marcos Frota, Guilherme Weber, Fabiana Karla, Ingra, Rosane Gofman,  Ingra Liberato, Maeve Jinkings, Guilherme Fontes, Lu Grinaldi, o cineasta Cláudio Assis, Carlos Mossy, Carolina Jabor, Breno Silveira, Sylvio Back, Neville d’Almeida, Emilia Siveira e Gustavo Pizzi.Durante a festa, houve a exibição de trechos da nova série de ficção do canal, que estreia dia 23 deste mês, “Lama dos Dias”, dirigida por Hilton Lacerda e Hélder Aragão, retratando o início do manguebeat nos anos 90, um dos maiores movimentos musicais de Recife e do país. No elenco Maeve Jinkings (“Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho) interpretando uma dona de ONG e uma espécie de mãe para os jovens do Manguebeate, casada com Sérgio Tripa, interpretado por Julio Machado (“Joaquim”, de Marcelo Gomes). A banda pernambucana  “Nação Zumbi”, uma das percursoras do movimento manguebeat embalou a festa com seus sucessos antigos e atuais.

Conhecido como “a casa do cinema brasileiro”, o canal por assinatura estreou em 18 de setembro de 1998 com a exibição do filme “Sonho sem fim” (Lauro Escorel Filho). Resultado de uma associação da Globosat com a empresa “Grupo Consórcio Brasil” (GCB), formada por Luiz Carlos BarretoPaulo MendonçaMarco AltbergZelito ViannaRoberto Farias (falecido em maio aos 86 anos de câncer), Anibal Massaini Neto, André Saddy e Patrick Siaretta. Canal dedicado as “obras cinematográficas e audiovisuais brasileiras de produção independente”, considera a sétima arte uma parte fundamental do DNA da emissora.

O diretor geral do “Canal Brasil”, Paulo Mendonça esteve presente no “46º Festival de Cinema de Gramado” para receber uma homenagem especial pelo seu papel fundamental na história do cinema nacional, afinal o “Canal Brasil” dispõe de 70% da sua grade dedicados a filmes brasileiros. Em Gramado, Paulo Mendonça entregará o “Prêmio Canal Brasil de Curtas”, assim como faz nos principais festivais de cinemas do país.

O prêmio foi criado em 1998 e tem como objetivo incentivar a produção, a exibição e a divulgação de curtas-metragens. Jornalistas e críticos de cinema fazem parte do júri na escolha do melhor filme, que além de receber o “Troféu Canal Brasil” e o prêmio de R$ 15 mil, o filme será exibido na TV. A cerimônia de premiação acontece no dia 25, com transmissão ao vivo pelo “Canal Brasil”, e simultaneamente no “Canal Brasil Play, Facebook, Twitter e Youtube”, do canal oficial da emissora.Em 2018, o “Canal Brasil” está com três coproduções na mostra competitiva do “Festival de Gramado”: “10 Segundos Para Vencer”, de José Alvarenga Jr, cinebiografia do bicampeão mundial de boxe Eder Jofre; “Ferrugem”, de Aly Muritiba, que aborda as implicações da disseminação indesejada de um vídeo privado na internet e o drama familiar “Benzinho”, de Gustavo Pizzi.

O sócio-fundador do “Canal Brasil” e diretor-presidente da “Academia Brasileira de Cinema”, o cineasta Roberto Farias (irmão do ator Reginaldo Faria) foi lembrado no evento como uma das figuras mais importante do Canal Brasil e pela sua contribuição ao cinema brasileiro. Roberto Farias realizou mais de 25 longas-metragens como diretor, produtor, distribuidor e roteirista, entre eles Rico ri à toa (1957), No mundo da lua (1958), Cidade Ameaçada (1959) e Um candango na Belacap (1960),Assalto ao Trem Pagador (1962), Selva Trágica (1963), Toda Donzela Tem um Pai que É Uma Fera (1966), Pra Frente Brasil (1982-premiado nos festivais de Berlim e Huelva), e a trilogia Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa (1971), Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1972) e Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968), Os paqueras (1968), O fabuloso Fittipaldi (1973). Seu ultimo longa-metragem foi “Os Trapalhões no Alto da Compadecida” (1986). Na TV Globo dirigiu as minisséries “As Noivas de Copacabana”(1992) e “Memorial de Maria Moura” (1994) e foi o responsável por episódios do programa “Você decide” (1992 à 2000).

Paulo Mendonça, é roteirista e compositor e durante a década de 70, compôs músicas em parceria com Ney Matogrosso e João Ricardo, e trilhas sonoras como a música “Estrada Azul”, do longa-metragem “Pra Quem Fica Tchau” (1971) de Roberto Farias. A música foi a primeira gravação do cantor Ney Matogrosso. Paulo é também o autor da letra de “Sangue Latino, Doce ou Amargo, Medo Mulato, e Delírio” dos “Secos & Molhados”.

Paulo em parceria com Claudio Tovar e Dulce Nacarti escreveu e dirigiu o roteiro do premiado curta-metragem “A Casa Tomada”, indicado para o “Festival de Berlim” em 1972 e censurado no Brasil. Na trilha sonora, a música “A Casa Tomada”, de Paulo Mendonça, foi a segunda canção gravada por Ney Matogrosso. “Trem Noturno”, foi um disco gravado por Gerson Conrad e Zezé Motta só com músicas de autoria de Paulo Mendonça.

Compôs com Billy Branco a canção “Lençóis de Cetim”, e músicas para Roberto Menescal, Jorge Vercilo, Pierre Aderne, Lucinha Lins, Sueli Costa, Jerry Adriani, Reginaldo Áreas, entre outros. Nos anos 80, escreveu o musical infantil “Sapatinho de Cristal”, com Lucinha Lins no elenco e músicas de Ivan Lins, Roberto Menescal, Geraldo Azevedo, Osvaldo Montenegro e Billy Blanco (todas as letras de autoria de Paulo Mendonça). Devido a sua contribuição para o cinema nacional, e a cultura brasileira de modo geral, Paulo Mendonça foi um dos homenageados na cerimônia de encerramento e premiação do do “28º Festival Cine Ceará” no sábado, realizado no dia 11 de agosto.

Uma das novidades do “Canal Brasil” foi a estreia do programa “Amigos, Sons e Palavras”, apresentado por Gilberto Gil, baseado em conversas intimistas com os seus convidados e evidentemente cantando os seus sucessos. Além de interpretar seus grandes sucessos, Gil apresentará músicas inéditas que estarão no seu novo CD, com lançamento em 2018. A série tem a direção de produção de Flora Gil e direção musical de Bem Gil (esposa e filho de Gilberto Gil). Serão ao todo onze episódios nessa primeira temporada, sob a direção de Letícia Muhana e Patrícia Guimarães, e produção da “Gegê Produções Artísticas”.Gil recebe convidados especiais como Fernando Henrique Cardoso, Lázaro Ramos, Caetano Veloso, Fernanda Torres, Drauzio Varella, Alex Atala, Fernando Grostein, Juca Kfouri, Maria Ribeiro, Renata Loprete e o cardiologista Roberto Kallil Filho.

Site: http://canalbrasil.globo.com/
Facebook: https://www.facebook.com/canal.brasil
Youtube: https://www.youtube.com/user/canalbrasiltv

Da Redação by Cleo Oshiro

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