Gustavo Bali: Um pandeirista brasileiro de grande talento.

Nascido em 24 de dezembro de 1986, Gustavo se dedica ao pandeiro desde seus 15 anos de idade, quando ganhou seu primeiro pandeiro de um amigo baterista, que lhe passou os primeiros passos para se tocar o instrumento. A partir deste momento, o pandeiro passou a fazer parte de seu cotidiano. Pandeirista profissional desde 2005, Gustavo Bali vem sendo reconhecido dentre uma geração de novos músicos que estão resignificando seus instrumentos em diversas linguagens musicais, que cruzam a linha tradicional na música brasileira para novos horizontes do jazz e worldmusic.

Foto by Carol Sena

Gustavo é integrante do grupo Código Ternário, que apresenta uma inusitada formação de bandolim de 10 cordas, sax soprano e pandeiro. Seus arranjos e composições deslocam os instrumentos de suas funções tradicionais. Dinamizado com releituras do choro, recria arranjos baseados em temas da música instrumental brasileira e aceita o desafio em instrumentalizar clássicos consagrados da MPB.

Foto by Carol Sena

Foi no Conservatório de MPB de Curitiba, que passou a conhecer a literatura da música brasileira, nas aulas de percussão do professor Alex Figueiredo. Estudou também com os pandeiristas, Marcos Suzano, Luiz Guello e Celsinho Silva, mas foi depois de conhecer o grupo Tira Poeira, que se identificou com outra maneira de se tocar o pandeiro, através do pandeirista Sergio Krakowski, com quem também teve aulas.

Foto by Carol Sena

Entre as referências que ajudaram em sua linguagem musical estão Lenine, Raphael Rabello e Filó Machado, nomes brasileiros que inspiram diversos instrumentistas brasileiros. A construção de linguagem está em constante construção, acontece com a associação musical de conjuntos e instrumentistas diferentes do seu próprio instrumento

Foto by Juan Pablo Hérnandez

Gustavo é integrante do grupo Código Ternário, que apresenta uma inédita composição de instrumentos, pois constrói musicas se utilizando da junção de pandeiro, sax soprano e bandolim de 10 cordas. Naturalmente os arranjos soam de outra maneira, devido a uma combinação inusitada destes instrumentos e o virtuosismo de seus integrantes.

Foto by Marcelo Da Costa

Gustavo tocou na Argentina, França e Colômbia, países que tem excursionado com o Código Ternário. Teve a honra em tocar com Léa Freire (flautista), Toninho Ferragutti (acordeonista), Arismar do Espirito Santo (multi-instrumentista-SP), Gabriel Grossi (harmonicista- DF), Raul Mascarenhas (saxofonista- França), Jorge Cardoso (bandolinista), Antonio Rocha (flautista), Oliver Pellet (guitarrista), Mario Conde (guitarrista), João Paulo Gonçalves (guitarrista), Lisandro Massa (pianista), Márcio Marinho (cavaquinho-DF), Carlos Malta (saxofonista), Pachito Muños (flautista),  Luzia Lima (cantora), Ana Costa (cantora-RJ) e grupo Tira Poeira (RJ), Dona Flor (França), Jacarandá Brasileira (PR), Expresso Paticumbá (PR), Mayte Correa (PR), Chico Saraiva (SP), Luis Leite (RJ), Caíto Marcondes (SP), Benjamin Taubkin (SP), Nicolas Krassik (RJ), Pierre Carriè (França), Maria Inês Guimarães (França), Karine Huet (Grã Bretanha), Dudu Oliveira (RJ), Pedro Franco (RJ).

Foto by Túlio Araújo

Fundador do curso “Roda de Pandeiro”, Gustavo conta com o apoio dos pandeiros da marca “Contemporânea”, para revelar e aprimorar o ritmo interno dos participantes, através do pandeiro. Através de experiências de 15 anos de carreira, o músico aplica uma metodologia que mistura conceitos do método “O Passo” do músico Lucas Ciavatta, que coloca o corpo como facilitador rítmico para o aprendizado. O curso Roda de Pandeiro, pretende formar músicos conscientes, estimulando as bases técnicas, a consciência corporal, a comunicação criativa e improvisação. Para tanto, é destinado a artistas e não artistas.

Foto by Túlio Araújo

Roda de Pandeiro é um curso regular para todos os níveis, com objetivo central de desenvolver o ritmo interno, surtindo efeito para qualquer área de atuação, mesmo além da música, seja no teatro, na dança, na vida, o ritmo otimiza a liberdade diária. Pensada para ser um metodologia fora da estrutura convencional.

Como isso é possível?

Foto by Carol Sena

A maioria dos músicos, tem dificuldade na compreensão rítmica, o entendimento sobre suingue. Acontece, que a música só acontece de dentro para fora, é o corpo que toca, portanto, gerar consciência de que seu corpo está tocando, resignifica toda a aprendizagem técnica do instrumento, e possibilita avanços com muito mais facilidade, uma vez que a referência de tempo, contratempo, polirritmia é dada pela memória muscular, o pulso, a caminhada. Integrando a caminhada junto com as notas que são tocadas, fornece uma facilidade na aprendizagem de leitura rítmica, e a prática em conjunto, a habilidade de se tocar junto, no respeito ao som dos colegas que estão em uma construção em conjunto, explica Gustavo.

Gustavo Bali, ministrou cursos no estúdio Ari Colares durante dois anos, workshops em Paris no Club Du Choro de Paris e Universitè de Saint-Dennis, foi artista orientador do Programa Vocacional por 3 anos, é integrante dos grupos ˜Código Ternário” (Álbuns Intensidade e Quarteto Ternário) e “Meio de Campo Samba Rock” (Duo c/ Igor Damião).

Um pouco sobre a trajetória dos trabalhos musicais de Gustavo Bali:

Código Ternário: http://codigoternario.strikingly.com/
Facebook: https://www.facebook.com/codigoternario/
Facebook: https://www.facebook.com/rodadepandeiro/
Youtube: https://www.youtube.com/user/gustavorbali

Cleo Oshiro
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