Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha será lançado dia 20.

O músico Craca e a MC Dani Nega levam aos palcos seu manifesto musical poético, político e dançante. No encontro entre estes dois distintos artistas, a música ganha força impulsionada pela grande afinidade da dupla. Craca e Dani Nega fazem a fusão do rap, como palavra falada, com o eletrônico multicultural e experimental. O encaixe surpreendente aconteceu por razões musicais, mas também pelas convicções em comum, o clamor por justiça e anseio por transformações sociais resultando no disco “Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha”. Nesta quinta-feira (12), a dupla lança o single “Peito meu” com a participação da cantora Luedji, e o disco na integra será lançado no dia 20. O som vem acompanhado por projeções de imagens, que cuidadosamente completam a narrativa de denúncias, reflexões e provocações. Craca é incorporado por Felipe Julián, músico, produtor musical e artista visual. Felipe adapta e substitui instrumentos convencionais por criações suas de dispositivos eletrônicos, em constante pesquisa pela interface ideal, além de manter seu trabalho fortemente ligado à expressão visual, como o uso do videomapping.

Dani Nega (Danieli Lima da Silva) é atriz e MC, traz a música negra pulsante em sua origem e a palavra como motriz para expressão, o microfone é o seu lugar para os questionamentos. Ambos mantém trabalhos e carreiras individuais. A junção se mostrou tão certeira que resultou rapidamente no primeiro álbum nomeado “Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha”, um manifesto musical político, poético e dançante. O som eletrônico multiétnico de Craca é a base perfeita para as rimas e o claro discurso de Dani Nega, que fala sério sobre violência contra as mulheres, racismo e outras tantas temáticas político-sociais, deixando espaço ainda para o amor e poesia.

A busca da revolução através da palavra. No palco fazem uma performance energética, onde o público é convidado tanto para refletir quanto para dançar. Acompanhados pela banda formada por bateria, backing vocal, guitarras e programações eletrônicas, entra em cena também o sistema de videomapping desenvolvido por Craca. As imagens sincronizadas à música são inspiradas em experimentos do pré-cinema (como as sequências fotográficas de E. Muybridge) ou filmes esquecidos de ficção científica trash, com direito a monstros submarinos e sereias assassinas.

A dupla e seu projeto audiovisual só vem crescendo e ganhando espaço, com performances realizadas em locais como a Red Bull Station, Casa das Caldeiras, na SIM – Semana Internacional da Música (São Paulo), unidades Sesc (Vila Mariana, Belenzinho, Campinas e Registro), Festival MoLa no Circo Voador (Rio de Janeiro) e o tradicional Festival Rec-Beat (Recife). Já estão confirmados ainda no Festival O Vento, em junho na Ilha Bela. O disco traz 11 músicas, entre instrumentais e canções, uma síntese da verve de ambos os artistas. O álbum de estreia vem sendo elogiado, ganhou destaque entre os lançamentos de 2016, foi apontado como um dos discos do ano (pela Revista NOIZE) e a dupla figura em listas como promessas musicais para 2017.

Craca e Dani Nega foram premiados no 28º Prêmio da Música Brasileira, como melhor álbum de Música Eletrônica para o disco “Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha”.

Nos shows recentes, além do repertório registrado, Craca e Dani já estão apresentam novos singles. Se estamos em evidente tempos de revoluções e despertares sociais e políticos, Craca e Dani Nega se mostram atuais e pertinentes, além da sonoridade contagiante e única.

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Da Redação by Cleo Oshiro

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