Trump não certifica acordo nuclear com o Irã e acusa Teerã de “patrocinar o terrorismo”

Confirmando as expectativas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (13) que o Irã não cumpre os termos de seu acordo nuclear.

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Image © (Presidente dos EUA, Donald Trump / Reprodução / REUTERS/ Eduardo Munoz) Trump não certifica acordo nuclear com o Irã e acusa Teerã de "patrocinar o terrorismo" - Oct/2017

Trump não certifica acordo nuclear com o Irã e acusa Teerã de “patrocinar o terrorismo”.

Confirmando as expectativas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (13) que o Irã não cumpre os termos de seu acordo nuclear.

“Com base no histórico de fatos, estou anunciando que não podemos e não iremos fazer essa certificação”, afirmou o mandatário republicano.

O Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), como é conhecido o acordo nuclear, estabelece condições para que o programa nuclear iraniano funcione com fins estritamente energéticos. O acordo foi assinado em 2015 por líderes dos Estados Unidos, Alemanha, China, França, União Europeia, Rússia e Reino Unido.

Os termos do acordo determinam que ele deve ser certificado a cada 90 dias pelo presidente dos Estados Unidos. A não certificação, contudo, não significa que o acordo está suspenso.

O acordo, agora, irá voltar ao Congresso para decidir se ele será suspenso ou modificado.

No discurso em que anunciou sua decisão, Trump disse o Irã violou as regras “várias vezes” e “não está cumprindo o espírito” do Plano de Ação Conjunto Global. Além disso, o mandatário acusou Teerã de envolvimento com organizações terroristas:

“O regime continua o principal patrocinador estatal do terrorismo e presta assistência à Al-Qaeda, Taliban, Hezbollah, Hamas, e outras redes terroristas.”

Trump afirmou que irá impôr sanções contra Teerã para “bloquear seu financiamento do terrorismo” e que pode retirar os Estados Unidos do acordo nuclear caso ele não seja “corrigido” no Congresso.

Para os outros países signatários do pacto, os Estados Unidos devem continuar a fazer parte do acordo. A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou em conversa telefônica com Trump nesta semana que o acordo nuclear é “vitalmente importante par a segurança regional”.

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