
Filipinas firmam acordo militar com Rússia.
Nesta terça-feira (24), a Rússia e as Filipinas firmaram o primeiro acordo para o fornecimento de armas russas. O especialista militar, Andrei Koshkin, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik opinou que Manila, propositalmente, apostou na Rússia, e não nos EUA.
Na reunião de ministros de defesa dos países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, sigla em inglês), Rússia e Filipinas firmaram o primeiro acordo a respeito da colaboração técnico-militar sobre o fornecimento de lança-granadas RPG-7B e seus detonadores.
De acordo com o vice-ministro da Defesa das Filipinas, Raymundo Elefante, até o fim deste ano, Manila planeja comprar a arma russa. Este adicionou que as autoridades já recolheram fundos para isso.
Até hoje, Filipinas e Brunei eram os únicos países do Pacífico que nunca compraram armas russas. Contudo, desde a eleição de Rodrigo Duterte à presidência, Manila começou ativamente demonstrar interesse à colaboração técnico-militar com Moscou. Segundo Duterte, “quando a Rússia vende armas, ela não impõe condições especiais”, diferente dos EUA.
O especialista militar russo, Andrei Koshkin, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik opinou que a colaboração entre Rússia e Filipinas beneficiará a luta contra o terrorismo internacional.
“Os filipinos gostam de negociar quanto à compra de armas e equipamento bélico com a Rússia. Os EUA exigiriam por parte de Manila obediência e subordinação de suas ações a vontade de Washington. […] Além disso, nossas armas são muito valiosas. Hoje as Filipinas compraram RPG e seus detonadores, mas o país está pronto para comprar equipamento e barcos para a defesa costeira. É uma prova de que Filipinas veem a Rússia como um parceiro decente. E nós estamos prontos a colaborar. Os filipinos acabaram de realizar com êxito uma operação contra terroristas do Daesh (proibida na Rússia e em vários outros países). O mais importante é que nossa colaboração beneficia a luta contra o terrorismo internacional e contribua para a estabilização do Pacífico”, ressaltou Koshikin.
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