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Ucrânia afirma que não se renderá

Alto funcionário do governo reforça que país não cederá em negociações e critica ataques russos a infraestrutura energética

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Kyiv, Ucrânia, 5 de fevereiro de 2026, Reuters – Um alto funcionário do governo ucraniano afirmou que o país não aceitará condições desfavoráveis para encerrar o conflito com a Rússia, rejeitando qualquer proposta que envolva retirada unilateral de tropas das linhas de frente. A declaração foi feita pelo vice-chefe do Gabinete da Presidência, Pavlo Palisa, em entrevista concedida na capital Kyiv.

Palisa afirmou que um possível compromisso poderia incluir a interrupção das hostilidades ao longo da atual linha de contato, mas reforçou que a Ucrânia “não vai se render”.

O representante ucraniano também sugeriu que a Rússia pretende capturar toda a região de Donetsk até o fim de março ou início de abril, mas classificou o plano como irrealista, destacando que as forças ucranianas continuarão a contraofensiva.

Segundo Palisa, Moscou intensificou ataques contra instalações de energia em meio ao rigoroso inverno, o que ele classificou como atos de terrorismo, dada a vulnerabilidade da população civil às baixas temperaturas.

O vice-chefe do gabinete apelou por maior apoio internacional, especialmente em sistemas de defesa antimísseis, afirmando que a Rússia estuda o funcionamento das defesas aéreas ucranianas para tentar superá-las.

Quase quatro anos após o início da invasão russa, a Ucrânia enfrenta desgaste militar e humanitário, enquanto pressiona aliados por reforço no fornecimento de equipamentos e assistência estratégica. O governo mantém a posição de que qualquer negociação deve ocorrer sob condições que preservem a soberania e a integridade territorial do país.

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