Washington, Estados Unidos, 18 de fevereiro de 2026, NHK – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou o primeiro conjunto de investimentos e empréstimos do Japão em três grandes projetos industriais, parte do compromisso bilateral de quinhentos e cinquenta bilhões de dólares firmado entre os dois países.
O presidente afirmou que os projetos fazem parte de um “acordo comercial histórico” destinado a revitalizar a base industrial norte‑americana, gerar “centenas de milhares de empregos” e fortalecer a segurança econômica e nacional. Ele ressaltou que a escala das iniciativas “é tão grande” que não seria possível realizá‑las sem tarifas.
Trump disse ainda que a usina de energia a gás planejada para Ohio “será a maior da história” e que a instalação de minerais críticos na Geórgia permitirá ao país “encerrar a dependência tola de fontes estrangeiras”.
As iniciativas integram o pacote de investimentos negociado entre os dois governos durante discussões sobre medidas tarifárias dos EUA. O ministro japonês da Economia, Comércio e Indústria, Akazawa Ryosei, realizou nova rodada de conversas com o secretário de Comércio norte‑americano, Howard Lutnick, na semana passada em Washington.
Detalhes dos três projetos
O Departamento de Comércio norte‑americano divulgou mais informações sobre as iniciativas:
- Ohio: construção da maior usina de energia a gás do país, com capacidade de 9,2 gigawatts. O governo japonês estima investimentos superiores a trinta e três bilhões de dólares, com possível participação de empresas como Toshiba, Hitachi, Mitsubishi Electric e SoftBank Group.
- Texas: instalação de um terminal marítimo de exportação de petróleo em águas profundas, capaz de movimentar entre vinte e trinta bilhões de dólares por ano. O Japão deve investir cerca de dois bilhões de dólares, com envolvimento provável de Mitsui O.S.K. Lines e Nippon Steel.
- Geórgia: construção de uma fábrica de diamantes industriais sintéticos para uso em tecnologias avançadas. O investimento previsto é de quinhentos e noventa milhões de dólares, com a expectativa de suprir toda a demanda dos EUA e reduzir a dependência da China.
O Departamento de Comércio afirmou que os acordos foram estruturados para garantir retorno financeiro ao Japão, enquanto os EUA ganham ativos estratégicos para ampliar sua capacidade industrial e reforçar sua posição energética.
Pelo acordo comercial, o Japão tem quarenta e cinco dias para financiar cada projeto após ser notificado da seleção presidencial.
A imprensa norte‑americana informou que o tema deve ser prioridade na reunião entre Trump e a primeira‑ministra japonesa Takaichi Sanae, marcada para o próximo mês em Washington.
Japão confirma os primeiros projetos
Em publicação nas redes sociais, Takaichi confirmou que os dois países chegaram a um acordo sobre os primeiros projetos da chamada Iniciativa de Investimento Estratégico. Ela afirmou que as iniciativas promoverão “benefícios mútuos”, reforçarão a segurança econômica e acelerarão o crescimento.
O ministro Akazawa descreveu o acordo como “ganha‑ganha”, destacando que os projetos fortalecerão cadeias de suprimentos de minerais críticos, energia e centros de dados de IA. Ele acrescentou que tanto grandes empresas quanto pequenos fabricantes japoneses devem se beneficiar da demanda por equipamentos e componentes.
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