Taipé, Taiwan, 16 de fevereiro de 2026, NHK – O ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Lin Chia-lung, condenou duramente as recentes declarações do chanceler chinês, Wang Yi, afirmando que Pequim tenta distorcer fatos e responsabilizar outros países pelas tensões crescentes na Ásia-Pacífico. As críticas surgem após Wang atacar o Japão e reagir a comentários sobre um possível cenário de emergência envolvendo Taiwan.
Durante a Conferência de Segurança de Munique, Wang Yi afirmou que o Japão estaria seguindo uma “tendência perigosa” ao discutir a possibilidade de um conflito envolvendo Taiwan. Ele também voltou a criticar a primeira-ministra japonesa, Takaichi Sanae, alegando que suas declarações desafiam a soberania chinesa e a ordem pós-Segunda Guerra Mundial.
A resposta de Taipé foi imediata e contundente. Lin destacou que a China tem intensificado pressões militares, incursões aéreas e operações navais ao redor da ilha, criando deliberadamente um ambiente de instabilidade.
Segundo Lin, a China tenta inverter responsabilidades ao culpar Japão, Estados Unidos e Taiwan por tensões que, na prática, são alimentadas pela própria estratégia expansionista de Pequim. Ele afirmou que a escalada militar chinesa representa “a maior ameaça atual à estabilidade da região”.
O comunicado faz parte de uma estratégia mais ampla de Taiwan para enfrentar a crescente pressão chinesa sobre o governo do presidente Lai Ching-te. Taipé tem buscado reforçar alianças internacionais e denunciar o comportamento de Pequim em fóruns globais.
A troca de declarações ocorre em um momento de forte disputa geopolítica, com a China tentando ampliar sua influência e Taiwan reforçando sua posição como democracia independente, apesar das tentativas chinesas de isolar a ilha no cenário internacional.
- Carga aérea em Narita atinge recorde impulsionada por fármacos - 16 de fevereiro de 2026 6:17 pm
- Ucrânia adapta táticas militares para enfrentar frio extremo - 16 de fevereiro de 2026 5:25 pm
- Kim Jong Un usa famílias enlutadas por militares mortos na guerra Ucrânia-Russia para reforçar propaganda - 16 de fevereiro de 2026 5:20 pm




















