Washington, Estados Unidos, 8 de fevereiro de 2026, Reuters – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu a criação de um novo marco multilateral de controle de armas nucleares que inclua a China, após a expiração do tratado New START, último acordo ativo entre Washington e Moscou para limitação de arsenais estratégicos.
O New START limitava cada país a 1.550 ogivas nucleares estratégicas implantadas. Com o fim do tratado, não há mais mecanismos formais de verificação ou limites entre as duas potências.
Rubio argumentou que o controle de armas “não pode mais ser uma questão bilateral” e que outros países têm responsabilidade em garantir a estabilidade estratégica, “especialmente a China”.
Em Genebra, também na sexta-feira (7), um alto funcionário do Departamento de Estado responsável por temas de desarmamento declarou, durante uma conferência internacional, que o governo dos EUA “tem conhecimento de que a China realizou testes nucleares explosivos”, citando um episódio ocorrido em 22 de junho de 2020. Ele afirmou ainda que o arsenal chinês “não possui limites nem mecanismos de controle”.
A proposta de Rubio ocorre em um momento de tensões elevadas entre as grandes potências e de incertezas sobre o futuro da arquitetura internacional de controle de armas, que vem se enfraquecendo desde a retirada de tratados históricos na última década.
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