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Protestos contra ICE continuam em Milão e Minneapolis

Manifestantes criticam presença de agentes dos EUA e denunciam abusos após mortes recentes

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Milão, Lombardia, Itália, 9 de fevereiro de 2026, Reuters – Protestos contra a presença de agentes do ICE, o Serviço de Imigração e Controle Aduaneiro dos Estados Unidos, marcaram o primeiro dia dos Jogos de Inverno em Milão. Manifestantes foram às ruas para denunciar abusos cometidos por agentes federais norte-americanos e exigir sua retirada do evento.

Uma manifestante afirmou que os agentes “são essencialmente como uma polícia especial que cometeu crimes graves” e que “não deveriam estar nos Jogos Olímpicos”.

A mobilização ocorre em meio à indignação após dois episódios recentes de violência envolvendo agentes federais nos Estados Unidos.

Enquanto isso, em Minneapolis, no estado de Minnesota, uma cerimônia foi realizada em homenagem a Renee Good, morta a tiros por um agente do ICE quase um mês atrás. O caso reacendeu críticas à atuação da agência e ampliou o clima de tensão na região.

Diante da pressão crescente, o governo Trump retirou parte dos agentes federais do estado, embora a operação contra imigrantes indocumentados siga ativa, envolvendo cerca de 2 mil agentes.

Uma equipe da emissora japonesa visitou Minneapolis para acompanhar a situação enfrentada por moradores, especialmente imigrantes de origem hispânica. O pastor Sergio Amezcua, que lidera uma igreja local, relatou que muitas pessoas — inclusive algumas com residência legal — têm medo de sair de casa.

Ele contou que entrega itens essenciais diariamente a famílias que evitam circular pela cidade e que monitora constantemente a presença de agentes do ICE antes de visitar os fiéis.

Segundo a igreja, mais de 29 mil famílias já receberam algum tipo de auxílio desde o início das operações intensificadas.

O apoio ao trabalho do pastor cresce na comunidade local. Amezcua fez um apelo direto ao governo:

“Meu objetivo é que nosso presidente pare com isso, porque está criando uma crise humanitária dentro do próprio país. Oramos para que ele pare.”

Apesar das preocupações com a atuação do ICE, a igreja afirma que continuará oferecendo assistência às famílias afetadas.

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SourceNHK

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