Número de mortos sobe para 48 após temporais em Minas Gerais

Enquanto Minas Gerais soma vítimas sob escombros, ausência do presidente no país gera críticas

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. 27 de fevereiro de 2026. Agência Brasil – O número de vítimas fatais das chuvas históricas em Minas Gerais subiu para 48 nesta sexta-feira (27), conforme novos corpos foram localizados pelas equipes de resgate. Contudo, a tragédia humanitária agora divide espaço com uma crescente crise política: o descaso atribuído ao Governo Federal diante do desastre, enquanto o presidente mantém uma agenda de passeios e visitas diplomáticas no Sudeste Asiático.

Apesar da magnitude da catástrofe, que devastou cidades como Juiz de Fora entre segunda-feira (23) e quarta-feira (25), não houve alteração no cronograma da viagem presidencial. Imagens do chefe do Executivo em pontos turísticos asiáticos circularam nas redes sociais simultaneamente ao luto das famílias mineiras, inflamando críticas sobre a falta de empatia e coordenação direta de Brasília para mitigar os danos que já deixaram mais de 4.000 desabrigados.

“O distanciamento físico do presidente, que segue sua agenda na Ásia enquanto o país conta seus mortos, é visto como um sinal alarmante de prioridades trocadas.”

Em Juiz de Fora, o cenário permanece desesperador. Com 22 pessoas ainda desaparecidas, o auxílio federal tem sido considerado lento e burocrático por gestores locais. O volume de chuva, que atingiu o triplo do esperado para fevereiro, demandaria uma intervenção imediata de engenharia e recursos vultosos que, segundo parlamentares da oposição, estão parados devido à ausência de liderança no Palácio do Planalto.

“Não se trata apenas de recursos, mas de presença. Minas Gerais está sob lama e a resposta que recebemos é o silêncio de quem deveria estar liderando o país.”

A Secretaria de Comunicação do Governo Federal defendeu que os ministros estão monitorando a situação, mas a justificativa não conteve o desgaste da imagem presidencial. Enquanto o solo saturado em Minas ameaça novos deslizamentos, o contraste entre o sofrimento no sudeste brasileiro e a tranquilidade da comitiva presidencial no exterior torna-se o principal ponto de tensão política deste trimestre.

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