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Líder opositor venezuelano é sequestrado após deixar prisão

Família denuncia desaparecimento de Juan Pablo Guanipa horas após libertação

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Washington, Estados Unidos, 10 de fevereiro de 2026, Associated Press (AP) – O líder opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa desapareceu poucas horas após ser libertado da prisão no domingo (8), segundo denúncia de sua família. Eles afirmam que o político foi sequestrado por homens não identificados, reacendendo temores sobre a segurança de opositores mesmo após a queda do regime de Nicolás Maduro.

Guanipa, aliado próximo da líder opositora e Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, havia defendido publicamente que a Venezuela “deve se transformar em uma sociedade livre” pouco antes de desaparecer.

Desde que forças dos Estados Unidos capturaram Maduro e o levaram ao território americano há mais de um mês, o governo interino liderado por Delcy Rodríguez vinha libertando opositores presos durante o antigo regime. A soltura de Guanipa fazia parte desse processo.

No entanto, após o desaparecimento, o Ministério Público venezuelano anunciou que pediu à Justiça a revogação da libertação do opositor, alegando violação das condições impostas. O comunicado, porém, não mencionou o paradeiro de Guanipa, aumentando a preocupação de familiares e aliados.

O filho do político exigiu que o governo apresente “prova de vida” e responsabilizou as autoridades pelo que chamou de “desaparecimento forçado”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou recentemente que a libertação de presos políticos é essencial para que a Venezuela possa realizar eleições livres e justas. O caso de Guanipa, porém, gerou preocupação entre diplomatas, parlamentares americanos e líderes opositores.

A própria María Corina Machado classificou o episódio como “gravíssimo” e alertou que o desaparecimento de Guanipa representa um retrocesso no processo de transição democrática.

O episódio ocorre em um momento de forte instabilidade institucional, com o governo interino tentando reorganizar o país após anos de repressão, crise econômica e violações de direitos humanos.

SourceNHK

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