Kim Jong Un usa famílias enlutadas por militares mortos na guerra Ucrânia-Russia para reforçar propaganda

Líder norte-coreano inaugura casas em Pyongyang e explora sofrimento de famílias de soldados enviados à Rússia

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Pyongyang, Coreia do Norte, 16 de fevereiro de 2026, NHK – A Coreia do Norte realizou uma cerimônia em Pyongyang para marcar a entrega de novas casas destinadas a famílias de soldados mortos após serem enviados à Rússia, em meio à guerra contra a Ucrânia. O ditador Kim Jong Un participou do evento e utilizou o momento para reforçar sua narrativa interna e justificar o envolvimento militar norte-coreano no conflito.

Kim afirmou que ficaria “satisfeito” se as famílias pudessem viver “com orgulho duradouro” por terem perdido pais, maridos e filhos considerados “excelentes” pelo regime.

O discurso, divulgado pelo jornal estatal Rodong Sinmun, apresentou o gesto como um ato de benevolência do governo, enquanto reforçava a ideia de que os soldados morreram por uma causa “honrosa”. Analistas apontam que a estratégia busca fortalecer o apoio interno ao regime e minimizar o impacto social das perdas humanas.

Kim declarou ainda que o partido e o governo adotarão “medidas especiais” para garantir tratamento preferencial às famílias, em mais um movimento típico da propaganda norte-coreana, que tenta transformar tragédias pessoais em instrumentos de lealdade política.

Segundo a imprensa sul-coreana, o objetivo de Kim é legitimar o envio de soldados à Rússia e reforçar a narrativa de que o país cumpre um papel estratégico no conflito.

A Coreia do Norte tem intensificado sua cooperação militar com Moscou, fornecendo munições, equipamentos e, segundo autoridades sul-coreanas, até mesmo combatentes. O regime nega envolvimento direto, mas utiliza eventos como o de Pyongyang para moldar a opinião pública e justificar sua participação.

A cerimônia ocorre em um momento de crescente isolamento internacional do regime, que continua a priorizar propaganda e controle interno enquanto enfrenta dificuldades econômicas e críticas globais por seu apoio à guerra russa.

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