Hong Kong, China, 9 de fevereiro de 2026, Agence France-Presse (AFP) – A Justiça de Hong Kong condenou o fundador do extinto jornal pró-democracia Apple Daily, Jimmy Lai, a 20 anos de prisão por suposta “conspiração com forças estrangeiras”. A decisão, anunciada nesta segunda-feira (9), é a mais severa já aplicada sob a Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020 e amplamente criticada por restringir liberdades civis na região.
Promotores alegaram que Lai utilizou o Apple Daily para incentivar críticas ao governo chinês e pedir sanções internacionais contra Pequim e Hong Kong. O jornal, conhecido por sua postura crítica ao Partido Comunista Chinês, foi fechado em 2021 após a prisão de seus executivos e o congelamento de seus ativos.
A condenação reacendeu preocupações globais sobre o rápido desmonte das liberdades prometidas no acordo de “um país, dois sistemas”, que deveria garantir autonomia e direitos civis até 2047.
Reação de Taiwan
O governo de Taiwan condenou duramente a sentença. O Mainland Affairs Council, órgão responsável pelas políticas relacionadas à China continental, afirmou que o caso representa “perseguição política” e denunciou a violação dos direitos humanos do empresário.
A prisão de Jimmy Lai se tornou símbolo da repressão crescente contra ativistas, jornalistas e opositores em Hong Kong. Organizações internacionais alertam que o caso marca mais um passo no avanço do autoritarismo chinês sobre a antiga colônia britânica, onde Pequim havia prometido preservar direitos civis e liberdade de imprensa por meio século.
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