Tóquio, Japão — 26 de fevereiro de 2026, Kyodo News – A Federação Japonesa de Associações de Advogados pediu que o governo conduza com extrema cautela as discussões sobre a criação de uma lei antiespionagem, proposta que tem ganhado força diante das preocupações com atividades de inteligência estrangeira. A entidade divulgou um parecer formal e realizou uma coletiva nesta quarta-feira (25) para apresentar suas preocupações.
O governo japonês afirma que a legislação é necessária para lidar com casos de espionagem e fortalecer a segurança nacional. A primeira-ministra Takaichi Sanae mencionou o tema na Dieta na terça-feira (24), afirmando que o Executivo ouvirá diversas opiniões, já que não será possível chegar rapidamente a conclusões sobre questões sensíveis, como políticas de inteligência.
O documento cita casos anteriores em que tribunais reconheceram que atividades excessivas de monitoramento por agências de inteligência violaram a privacidade de cidadãos. Por isso, a entidade defende que a legislação inclua limites rigorosos ao poder de vigilância e estabeleça mecanismos de supervisão por um órgão independente.
Baba Kei, vice-presidente da federação, afirmou que é necessário alertar a sociedade antes que o projeto seja finalizado. Segundo ele, quando os detalhes forem divulgados, “pode ser tarde demais para apontar os riscos”.
O tema deve continuar em discussão nas próximas sessões da Dieta, em meio a preocupações sobre segurança nacional e proteção de direitos civis.
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