Jerusalém, Israel, 17 de fevereiro de 2026, Haaretz – O governo de Israel aprovou um novo processo administrativo que permitirá registrar uma ampla área da Cisjordânia ocupada como terra estatal, ampliando o controle israelense sobre a região. A decisão, tomada em 15 de fevereiro, foi divulgada por veículos locais e gerou forte reação de autoridades palestinas e países árabes.
Israel ocupa a Cisjordânia desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e tem expandido assentamentos judaicos na região, considerados ilegais pelo direito internacional. A nova política permitirá que terras registradas passem a ser tratadas oficialmente como propriedade estatal israelense — algo que não ocorria desde 1967.
A decisão segue uma série de medidas anunciadas em 8 de fevereiro pelo governo israelense para consolidar seu controle sobre o território. Entre elas está a flexibilização das regras para que colonos judeus comprem terras na região.
Países árabes, como Catar e Egito, também condenaram a medida, afirmando que ela priva os palestinos de seus direitos territoriais e agrava tensões já existentes.
Em comunicado divulgado em 16 de fevereiro, o secretário‑geral das Nações Unidas, António Guterres, criticou duramente a decisão, alertando que ela pode “levar à desapropriação de palestinos e ampliar o controle israelense sobre a região”. Ele pediu que Israel “reverta imediatamente” as medidas e reiterou que todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada violam o direito internacional e resoluções da ONU.
A decisão deve intensificar o debate internacional sobre a política israelense na Cisjordânia e aumentar a pressão diplomática sobre o governo de Jerusalém.
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