Investigação revela falhas antes de incêndio em sauna de Tóquio

Investigação revela falhas repetidas em maçanetas meses antes da tragédia

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Tóquio, Japão, 19 de fevereiro de 2026, Kyodo News – Fontes ligadas à investigação do incêndio fatal ocorrido em dezembro em uma sauna no distrito de Akasaka, em Tóquio, revelaram que um cliente havia ficado temporariamente preso em um dos quartos privados meses antes da tragédia. O episódio, registrado na primavera de 2025, ocorreu quando as maçanetas da porta se soltaram, impedindo a saída do usuário.

Segundo os investigadores, o cliente chegou a bater repetidamente na porta pedindo ajuda, até ser ouvido por outra pessoa que passava pelo local e conseguiu abrir o compartimento. O incidente não teria sido comunicado às autoridades na época.

No incêndio de dezembro, o casal Matsuda Masanari, de 36 anos, proprietário de um salão de beleza, e sua esposa Yoko, de 37 anos, técnica em unhas, morreu após não conseguir escapar do quarto onde estavam. As maçanetas da porta também haviam se desprendido, o que aparentemente impediu a fuga.

“As portas utilizavam maçanetas do tipo alavanca, enquanto muitas saunas adotam modelos que abrem apenas com um empurrão”, explicou uma fonte próxima à investigação.

As autoridades descobriram ainda que as maçanetas da sauna haviam sido substituídas pelo menos cinco vezes devido a falhas recorrentes. No quarto onde o casal morreu, os componentes teriam sido trocados ao menos duas vezes.

Na quinta-feira (19), a polícia de Tóquio realizou uma operação de busca em uma empresa administrada pelo antigo proprietário da sauna, sob suspeita de negligência profissional resultando em morte. Os investigadores buscam esclarecer como era conduzida a gestão de segurança do estabelecimento, incluindo decisões tomadas pelo antigo dono.

O atual proprietário assumiu o negócio em dezembro de 2024 e relatou à polícia que prestadores de serviço recomendaram a substituição das portas por modelos que abrem com um simples empurrão, após repetidos problemas com as maçanetas. No entanto, segundo ele, o antigo proprietário teria rejeitado a proposta, alegando que o calor das salas poderia escapar com mais facilidade.

“A análise dos documentos apreendidos será fundamental para determinar responsabilidades e entender por que medidas de segurança não foram adotadas”, afirmou outra fonte envolvida no caso.

A polícia continua examinando os materiais recolhidos na operação para aprofundar a investigação e determinar se houve falhas sistemáticas na administração da sauna que contribuíram para o desfecho fatal.

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