Tóquio, Japão. 26 de fevereiro de 2026. NHK – As importações de arroz pelo setor privado no Japão estão em uma trajetória de crescimento acelerado, impulsionadas pelos altos preços do grão produzido internamente. Dados oficiais indicam que as empresas japonesas estão buscando alternativas no mercado externo para suprir a demanda nacional, resultando em um salto de quase 12 vezes no volume importado em janeiro deste ano em comparação ao mesmo período de 2025.
De acordo com números divulgados pelo Ministério das Finanças nesta quinta-feira (26), o setor privado importou mais de 4.900 toneladas de arroz beneficiado em janeiro. O volume contrasta significativamente com as modestas 414 toneladas registradas no primeiro mês do ano passado. O movimento reflete uma mudança na estratégia de abastecimento das empresas diante da inflação do produto doméstico.
“Mesmo com as tarifas de importação, o grão estrangeiro tornou-se mais competitivo financeiramente do que o arroz produzido no Japão.”
O arroz proveniente dos Estados Unidos liderou as compras, totalizando 3.443 toneladas. Na sequência, destacaram-se as importações da Tailândia, com 391 toneladas, e do Vietnã, que forneceu 280 toneladas do grão aos importadores japoneses. Esses países têm se consolidado como os principais parceiros comerciais para suprir a lacuna deixada pela alta nos custos de produção interna.
O Japão opera atualmente com dois canais principais para a entrada de arroz estrangeiro. O primeiro ocorre via estrutura governamental, conhecida como “acesso mínimo”. O segundo canal é gerido por empresas privadas que optam por pagar uma tarifa de 341 ienes (aproximadamente 2 dólares) por quilograma para trazer o produto.
“O cenário atual mostra que a viabilidade econômica do arroz importado superou a barreira tarifária imposta pelo governo para proteger o mercado local.”
Segundo o Ministério da Agricultura, a disparidade de preços atingiu um ponto em que o grão importado, mesmo após a tributação, chega ao mercado com um valor final inferior ao do arroz japonês. O governo continua monitorando o mercado para avaliar os impactos desse fluxo comercial na estabilidade dos produtores locais e na segurança alimentar do país.
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