Ex-presidente sul-coreano Yoon é condenado à prisão perpétua

Tribunal de Seul sentencia Yoon Suk-yeol por liderar insurreição em 2024

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Seul, Coreia do Sul, 19 de fevereiro de 2026, Yonhap News – O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol foi condenado à prisão perpétua pelo Tribunal Distrital Central de Seul, acusado de liderar uma insurreição em dezembro de 2024. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (19), após meses de investigação e audiências que mobilizaram a opinião pública no país.

“A gravidade das ações do réu representou uma ameaça direta à ordem constitucional e ao funcionamento democrático do Estado”, afirmou o tribunal ao anunciar a sentença.

Segundo o processo, Yoon declarou lei marcial ao criticar parlamentares da oposição que rejeitaram seu plano orçamentário. Ele também teria ordenado o envio de tropas ao Parlamento com o objetivo de deter legisladores, em uma tentativa de consolidar poder e neutralizar adversários políticos.

Promotores especiais solicitaram a pena de morte, argumentando que Yoon teria destruído a ordem constitucional da democracia liberal. No entanto, o tribunal optou pela prisão perpétua, considerando o impacto institucional das ações, mas também fatores atenuantes apresentados pela defesa.

Durante o julgamento, Yoon declarou-se inocente. Ele afirmou que a decretação da lei marcial tinha como objetivo alertar a população sobre uma suposta emergência nacional e conclamar união para superar o que descreveu como uma crise iminente.

“A intenção nunca foi subverter a democracia, mas proteger o país diante de uma ameaça real”, disse Yoon em sua declaração final.

O ex-presidente já havia sido condenado no mês passado a cinco anos de prisão por obstruir investigadores que tentavam detê-lo. Ele recorreu da decisão, e o processo segue em instâncias superiores.

Além disso, Yoon enfrenta outra acusação: teria ordenado o envio de drones à Coreia do Norte, buscando provocar uma possível retaliação de Pyongyang que justificasse a decretação da lei marcial. O caso ainda está em análise e deve avançar nos próximos meses.

A condenação atual representa um dos episódios mais dramáticos da história política recente da Coreia do Sul, reacendendo debates sobre limites de poder presidencial e mecanismos de proteção institucional.

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