Europa busca reduzir dependência dos EUA após conferência

Líderes europeus defendem fortalecimento da defesa própria em meio a tensões transatlânticas

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Munique, Baviera, Alemanha, 16 de fevereiro de 2026, NHK – A Conferência de Segurança de Munique encerrou três dias de debates marcados por um tema central: a crescente disposição da Europa em reduzir sua dependência dos Estados Unidos na área de defesa. Líderes e ministros de mais de 120 países discutiram o futuro da segurança global em um momento de tensões políticas e estratégicas entre Washington e seus aliados europeus.

As divergências recentes entre EUA e Europa, incluindo questões envolvendo o território autônomo da Groenlândia, reforçaram o debate sobre maior autonomia europeia.

Durante o encontro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que EUA e Europa “pertencem um ao outro”, mas destacou que os aliados europeus precisam fortalecer suas próprias capacidades de defesa para evitar vulnerabilidades estratégicas.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, revelou ter iniciado conversas preliminares com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a possibilidade de uma dissuasão nuclear europeia, tema que deve ser aprofundado em um discurso de Macron nos próximos dias.

Outros líderes europeus também defenderam a necessidade de reduzir a dependência militar de Washington e diversificar relações econômicas e diplomáticas.

Apesar das tensões, espera-se que os países europeus mantenham laços estreitos com o governo do presidente Donald Trump, que tem enfatizado a importância da estabilidade no Hemisfério Ocidental. Ao mesmo tempo, cresce o movimento dentro da União Europeia para reforçar a indústria de defesa e ampliar a cooperação militar interna.

A conferência também contou com reuniões paralelas entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e seus homólogos europeus. Em discurso, Wang afirmou que China e Europa são “parceiros”, em um momento em que Pequim busca estreitar laços com o continente.

Merz deve visitar a China ainda em fevereiro, em mais um sinal de que a Europa pretende diversificar suas alianças enquanto redefine seu papel no cenário global.

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