Europa acusa Rússia de envenenar Navalny com toxina letal

Governos europeus afirmam que análises confirmam presença de epibatidina no corpo do opositor russo

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Paris, França, 15 de fevereiro de 2026, AFP – Governos de vários países europeus afirmaram ter “alta confiança” de que o opositor russo Alexei Navalny foi envenenado com a toxina letal epibatidina, substância encontrada em sapos venenosos da América do Sul. Navalny, um dos principais críticos do presidente russo Vladimir Putin, morreu em uma colônia penal no Ártico em fevereiro de 2024.

Segundo a declaração conjunta, análises de amostras “confirmaram de forma conclusiva a presença de epibatidina”, substância que “não ocorre naturalmente na Rússia”.

O comunicado, assinado por Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda, afirma que os sintomas relatados e os exames laboratoriais apontam para envenenamento deliberado. Os governos destacaram que Navalny “morreu sob custódia”, o que, segundo eles, indica que a Rússia “tinha meios, motivo e oportunidade” para administrar o veneno.

As nações europeias também acusaram Moscou de violar convenções internacionais sobre armas químicas e informaram que notificaram a Organização para a Proibição de Armas Químicas sobre o caso.

O comunicado conclui que os países “usarão todas as ferramentas políticas disponíveis para responsabilizar a Rússia”.

O governo russo insiste que Navalny morreu de causas naturais. No entanto, sua viúva, Yulia Navalnaya, acusa as autoridades de terem envenenado o opositor. Um site investigativo independente russo também publicou, em 2024, que documentos oficiais obtidos por seus repórteres indicavam que Navalny havia sido envenenado dentro da prisão.

A morte do ativista continua a gerar tensão diplomática entre Moscou e capitais europeias, reacendendo debates sobre violações de direitos humanos e repressão política na Rússia.

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