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EUA condenam sentença de 20 anos contra Jimmy Lai

Secretário de Estado classifica decisão em Hong Kong como injusta e trágica

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Washington, Estados Unidos, 10 de fevereiro de 2026, Associated Press (AP) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, condenou duramente a sentença de 20 anos de prisão imposta ao empresário e ativista pró-democracia Jimmy Lai, fundador do jornal Apple Daily, fechado pelas autoridades de Hong Kong. A decisão, anunciada na segunda-feira (9), reacendeu críticas internacionais ao avanço do autoritarismo chinês sobre a região semiautônoma.

Rubio classificou o veredicto como “uma conclusão injusta e trágica”, afirmando que o caso demonstra até onde Pequim está disposta a ir para silenciar defensores das liberdades fundamentais.

Lai foi condenado por suposta “conspiração com forças estrangeiras” sob a Lei de Segurança Nacional, instrumento amplamente criticado por restringir direitos civis e por violar o princípio de “um país, dois sistemas”, que deveria garantir autonomia e liberdades por 50 anos após a devolução de Hong Kong ao controle chinês.

O secretário de Estado pediu que Lai receba perdão humanitário e seja libertado imediatamente, destacando que o ativista e sua família “já sofreram o suficiente”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também expressou desapontamento quando Lai foi considerado culpado em dezembro, citando a idade avançada e o estado de saúde frágil do empresário. Trump afirmou ter solicitado ao presidente chinês, Xi Jinping, que considerasse a libertação do ativista.

O filho de Jimmy Lai descreveu a sentença como “uma ameaça à vida” do pai, enquanto a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, também pediu sua libertação imediata.

Em resposta às críticas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou que Pequim “apoia firmemente” as autoridades de Hong Kong na aplicação da lei e na punição de atividades que considera ameaças à segurança nacional.

A condenação de Jimmy Lai se tornou símbolo da erosão acelerada das liberdades civis em Hong Kong, onde ativistas, jornalistas e opositores enfrentam repressão crescente desde 2020. Organizações internacionais alertam que o caso representa mais um passo no desmonte das garantias democráticas que deveriam vigorar até 2047.

SourceNHK

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