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Eleições na Tailândia não devem gerar maioria absoluta

Votação movimenta o país após três anos sem eleições e abre caminho para negociações de coalizão

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Bangkok, Tailândia, 9 de fevereiro de 2026, Agence France-Presse (AFP) – Os tailandeses foram às urnas neste domingo (8) para escolher os 500 membros da Câmara Baixa, na primeira eleição geral realizada em três anos. No entanto, analistas afirmam que nenhum partido deve conquistar maioria absoluta, abrindo caminho para intensas negociações de coalizão nos próximos dias.

A campanha eleitoral foi marcada por debates sobre segurança nacional e economia, temas centrais para os principais partidos.

Três legendas dominaram a disputa: o Bhumjaithai Party, liderado pelo atual primeiro-ministro Anutin Charnvirakul; o oposicionista People’s Party, que ganhou força entre jovens eleitores; e o tradicional Pheu Thai Party, associado ao ex-premiê Thaksin Shinawatra.

Pesquisas recentes indicaram que o People’s Party poderia emergir como a maior bancada, impulsionado por propostas de combate à corrupção e redução das desigualdades econômicas.

O Bhumjaithai buscou apoio ao explorar o sentimento nacionalista, reforçado pela postura rígida de Anutin durante confrontos militares com o Camboja em dezembro.

O Pheu Thai, por sua vez, manteve uma base sólida de apoiadores, embora sem sinais de crescimento expressivo.

As seções eleitorais abriram às 8h e fecharam às 17h. Os resultados preliminares devem ser divulgados já na manhã de segunda-feira (9), segundo autoridades eleitorais.

Uma eleitora na casa dos 20 anos disse esperar apenas que o partido vencedor “cumpra o que prometeu durante a campanha”, refletindo o sentimento de parte da população que busca estabilidade após anos de turbulência política.

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