Zelenskyy exige garantias reais para acordo de paz com a Rússia

Presidente ucraniano afirma que só assinará um pacto que impeça novas agressões de Moscou.

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Kyiv, Ucrânia, 1º de janeiro de 2026, Télam – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou em seu discurso de Ano Novo que não assinará qualquer acordo de paz que não garanta plenamente a segurança do país após o fim dos combates contra a Rússia. Segundo ele, o documento está “noventa por cento pronto”, mas o restante envolve pontos cruciais para impedir que Moscou volte a atacar.

Zelenskyy destacou que o apoio da comunidade internacional — especialmente dos Estados Unidos, da Europa e de aliados que defendem a ordem democrática — é indispensável para que um acordo sólido seja alcançado. Ele reforçou que a Rússia “não demonstra qualquer intenção real de encerrar a guerra”, prolongando o sofrimento da população ucraniana.

“Assinar acordos fracos só alimentaria o conflito. Minha assinatura estará apenas em um acordo forte, que garanta a segurança da Ucrânia”, declarou Zelenskyy.

A exigência de garantias de segurança no pós-guerra tornou-se um dos principais pontos das negociações conduzidas por enviados dos Estados Unidos e de países europeus. Kyiv insiste que qualquer pacto deve impedir novas ofensivas russas e assegurar mecanismos de defesa que protejam a soberania ucraniana.

Zelenskyy também alertou que as ameaças de Moscou não se limitam ao território ucraniano. Para ele, a Ucrânia atua como uma barreira que impede que a agressão russa avance sobre o restante da Europa.

“A Ucrânia é o único escudo que separa o modo de vida europeu do mundo russo que tenta se impor pela força”, afirmou o presidente.

O discurso reforça a posição firme de Kyiv contra qualquer concessão que possa fragilizar o país. Para o governo ucraniano, aceitar um acordo sem garantias equivaleria a permitir que a Rússia reorganize suas forças e retome a ofensiva no futuro — algo que a população, após anos de destruição e resistência, não está disposta a aceitar.

Enquanto as negociações avançam lentamente, a Ucrânia segue pressionando por apoio militar e diplomático contínuo, defendendo que a única forma de alcançar uma paz duradoura é impedir que Moscou tenha condições de repetir sua invasão.

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