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Venezuela relata 24 militares mortos em operação dos EUA

Governo interino denuncia “terrorismo de Estado” enquanto oposição pressiona por libertação de presos políticos.

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Caracas, Venezuela, 7 de janeiro de 2025, Télam – As autoridades venezuelanas informaram que ao menos 24 agentes de segurança foram mortos durante a operação militar dos Estados Unidos realizada em 3 de janeiro para capturar o presidente Nicolás Maduro. O episódio, que também resultou na morte de 32 militares cubanos, ampliou a tensão política e diplomática na região.

Segundo informações divulgadas por Havana, os cubanos mortos tinham entre 26 e 60 anos e integravam equipes de segurança e inteligência que prestavam apoio direto ao governo venezuelano. Relatos adicionais indicam que o número total de vítimas pode chegar a 80, incluindo civis.

Autoridades venezuelanas afirmaram que “dezenas de civis e militares foram mortos” e classificaram a operação como uma violação grave da soberania nacional.

Enquanto o governo interino reage ao ataque, a oposição intensificou suas demandas. Um movimento político liderado por Maria Corina Machado divulgou um comunicado pedindo a libertação imediata de todos os presos políticos, estimados por grupos de direitos humanos em mais de 800.

Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, criticou duramente a presidente interina Delcy Rodríguez em entrevista exibida na segunda-feira (6). Ela a acusou de ser uma das principais responsáveis por perseguições políticas e envolvimento com redes de narcotráfico. A líder opositora também afirmou esperar retornar ao país em breve para disputar o poder por meio de eleições “livres e justas”.

A crise ganhou novo capítulo após declarações do procurador-geral Tarek Saab, que acusou os Estados Unidos de praticarem “terrorismo de Estado” ao capturar Maduro. Ele afirmou que o ex-presidente possui imunidade diplomática e exigiu sua libertação imediata.

Saab declarou que o tribunal federal em Nova York “não tem jurisdição para julgar um chefe de Estado” e pediu respeito ao direito internacional.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes em audiência realizada em Manhattan. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a enfatizar o interesse estratégico no setor petrolífero venezuelano. Em entrevista à NBC News, afirmou que Washington pode subsidiar empresas americanas para reconstruir a infraestrutura energética do país, estimando que o processo levaria menos de 18 meses.

Relatórios recentes indicam que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, deve se reunir com executivos do setor para discutir a retomada da produção venezuelana. Empresas como a Chevron devem participar de um encontro em Miami ainda nesta semana.

A produção de petróleo da Venezuela segue em queda devido a anos de corrupção, falta de investimentos e deterioração estrutural, agravando a crise econômica e social que atinge o país.

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