Bruxelas, Região de Bruxelas-Capital, Bélgica. 20 de janeiro de 2026. Agence France-Presse (AFP) – As nações da União Europeia chegaram a um consenso inicial para priorizar a via diplomática no recente impasse com a administração de Donald Trump. O foco é manter o diálogo aberto sobre o plano de Washington de impor tarifas comerciais a oito países europeus, uma medida vista como represália direta às nações que se posicionaram contra a tentativa dos Estados Unidos de adquirir a Groenlândia.
A movimentação diplomática ganhou urgência com uma reunião de emergência realizada por embaixadores do bloco no último domingo (18). O encontro foi convocado após o anúncio de que os Estados Unidos passarão a cobrar uma tarifa de 10% sobre mercadorias da Dinamarca, França e outras seis nações europeias. Segundo o cronograma de Washington, essas taxas devem entrar em vigor no dia 1º de fevereiro, com previsão de aumento para 25% em 1º de junho.
Durante as deliberações em Bruxelas, as autoridades analisaram um pacote robusto de possíveis contramedidas. O plano discutido inclui tarifas que visariam cerca de 93 bilhões de euros em importações americanas, além de mecanismos para restringir o acesso de empresas dos Estados Unidos ao mercado único europeu. No entanto, apesar do arsenal de retaliação estar pronto, a decisão coletiva foi de não aplicar essas sanções de imediato.
“A prioridade da União Europeia é engajar e não escalar a situação, buscando evitar a imposição de tarifas.”
A estratégia europeia é monitorar os próximos passos da liderança americana de perto. Donald Trump deve participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que começa nesta segunda-feira (19). Os líderes da UE, por sua vez, têm um encontro agendado em Bruxelas para a próxima quinta-feira (22), onde pretendem ajustar sua resposta oficial dependendo de como os Estados Unidos reagirem aos últimos esforços diplomáticos.
“Buscamos uma solução que preserve a estabilidade econômica global e o respeito à soberania territorial.”
O cenário atual é de uma calma tensa. Enquanto as capitais europeias aguardam sinais de flexibilidade de Washington, os setores industriais de ambos os lados do Atlântico observam com cautela, cientes de que uma nova guerra comercial poderá ter impactos significativos no comércio mundial nos próximos meses.
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