Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 20 de janeiro de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou uma nova onda de tensões diplomáticas após o vazamento de uma carta enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere. No documento, Trump afirma categoricamente que não se sente mais inclinado a priorizar a paz em sua agenda global, justificando sua posição pela frustração de não ter sido agraciado com o Prêmio Nobel da Paz.
Na correspondência enviada na última semana, o líder americano criticou abertamente o fato de ter sido ignorado pelo comitê, alegando ter interrompido mais de oito conflitos armados durante sua trajetória política. A declaração ocorre após o prêmio de 2025 ter sido concedido à líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, frustrando as expectativas declaradas de Trump para aquele ano.
“Considerando que seu país decidiu não me dar o Prêmio Nobel da Paz por ter interrompido mais de 8 guerras, não me sinto mais na obrigação de pensar puramente na paz.”
Nesta segunda-feira (19), o primeiro-ministro Stoere confirmou a autenticidade da carta e esclareceu publicamente que o governo norueguês não possui influência sobre a escolha dos vencedores, uma vez que o prêmio é concedido por um comitê independente. A resposta tenta conter o mal-estar diplomático, mas a retórica de Trump seguiu para outros temas sensíveis que envolvem a soberania europeia.
Além da questão do Nobel, Trump voltou a questionar a legitimidade da posse da Dinamarca sobre a Groenlândia. O presidente, que busca formalizar o controle dos Estados Unidos sobre o território, pôs em xeque o direito de propriedade dinamarquês e sugeriu que a segurança global depende exclusivamente da gestão americana sobre a ilha estratégica.
“De qualquer forma, por que eles têm ‘direito de propriedade’? O mundo não estará seguro a menos que tenhamos o controle completo e total da Groenlândia.”
Embora o presidente reivindique o mérito de ter evitado inúmeros confrontos, analistas internacionais e checadores de fatos contestam o número de guerras mencionado na carta. O posicionamento de Trump acende um alerta na comunidade internacional, especialmente entre os aliados da OTAN, que observam com cautela essa mudança de tom na política externa da Casa Branca.
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