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Trump avalia “opções muito fortes” contra o Irã

Presidente dos EUA diz que resposta militar está entre as possibilidades diante do aumento das mortes em protestos iranianos

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Washington, Estados Unidos, 12 janeiro de 2026, Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está analisando “opções muito fortes” em relação ao Irã, onde o número de mortos em confrontos entre manifestantes antigoverno e forças de segurança continua a crescer. As declarações foram feitas a bordo do Air Force One neste domingo (11), em meio à escalada das manifestações motivadas pela alta de preços e pelo impacto das sanções ocidentais sobre a economia iraniana.

Embora o total exato de vítimas não seja conhecido, um grupo de direitos humanos sediado nos Estados Unidos estima que ao menos 544 pessoas tenham morrido até domingo (11), sendo 490 delas manifestantes. Profissionais de saúde relatam que o número pode ser ainda maior, especialmente em regiões onde o acesso à internet permanece limitado.

Trump declarou que “há pessoas sendo mortas que não deveriam estar sendo mortas” e afirmou que o Exército norte-americano está analisando a situação com seriedade.

O presidente também afirmou que líderes iranianos teriam feito contato no dia anterior para negociar, acrescentando que “podemos nos encontrar com eles”. As conversas bilaterais sobre o programa nuclear iraniano estão suspensas desde junho, quando os Estados Unidos atacaram instalações nucleares do país.

Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, Trump deve se reunir na terça-feira (13) com altos funcionários, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth, para discutir possíveis respostas aos protestos e à repressão em curso no Irã.

A Casa Branca acompanha a situação com atualizações constantes, enquanto cresce a pressão internacional por uma resposta ao agravamento da crise iraniana.

As manifestações, que começaram no fim de dezembro, se espalharam por diversas províncias iranianas e se transformaram em protestos contra o governo, alimentados pela deterioração econômica e pela insatisfação popular. A repressão tem sido descrita por ativistas como uma das mais severas dos últimos anos.

SourceNHK

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