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Reconstrução avança dois anos após terremoto na Península de Noto

Região ainda enfrenta desafios, mortes relacionadas aumentam e população segue em queda.

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Wajima, Ishikawa, Japão, 1 de janeiro de 2026, NHK – Dois anos após o devastador terremoto que atingiu a Península de Noto, na região central do Japão, os esforços de reconstrução continuam em ritmo constante, mas ainda insuficiente para atender todas as necessidades da população afetada. O desastre, ocorrido no primeiro dia de janeiro de 2024, deixou um rastro de destruição e um número de mortes que deve ultrapassar setecentas, incluindo vítimas que faleceram posteriormente por causas relacionadas ao evento.

O tremor de magnitude 7.6 atingiu a província de Ishikawa por volta das 16 horas e dez minutos, registrando intensidade máxima de 7 na escala sísmica japonesa e provocando tsunamis. Desde então, 698 pessoas morreram nas províncias de Ishikawa, Toyama e Niigata, sendo 470 reconhecidas como vítimas indiretas, devido ao agravamento de condições de saúde e outras consequências do desastre.

“As mortes relacionadas continuam aumentando, refletindo o impacto prolongado do desastre na vida dos sobreviventes”, afirmou um representante do governo local.

Segundo o Gabinete do Governo, até 25 de dezembro do ano passado, 165.563 residências haviam sido danificadas em onze províncias. Ishikawa concentra cerca de setenta por cento desse total. As demolições de prédios destruídos ou severamente comprometidos, financiadas pelo poder público, estão praticamente concluídas.

Mais de dezessete mil moradores de Ishikawa ainda vivem em moradias temporárias ou em imóveis alugados por governos locais. Para este ano, as prefeituras planejam acelerar a construção de unidades habitacionais públicas destinadas a famílias que não têm condições de reconstruir suas casas.

A recuperação, porém, enfrenta outro desafio: o êxodo populacional. A região de Oku-Noto, uma das mais atingidas, registrou queda superior a treze por cento em sua população desde o terremoto, agravando problemas estruturais já existentes, como envelhecimento e escassez de mão de obra.

“A reconstrução física avança, mas a reconstrução social é mais lenta. Precisamos garantir que as pessoas tenham motivos para permanecer”, destacou um líder comunitário.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que a recuperação completa da Península de Noto ainda exigirá anos de investimentos, apoio contínuo e políticas que incentivem a permanência das comunidades locais.

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