Teerã, Irã, 7 de janeiro de 2026, IRNA – Os protestos contra o aumento do custo de vida no Irã continuam a se espalhar pelo país, sem sinais de arrefecimento desde que começaram no fim de dezembro. As manifestações, motivadas pela inflação elevada e pelo impacto das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela Europa, têm resultado em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança.
Relatórios locais indicam que ao menos 10 pessoas morreram nos confrontos, enquanto uma organização de direitos humanos sediada nos Estados Unidos estima que o número de vítimas possa chegar a 29. As autoridades iranianas afirmam que estão adotando medidas econômicas emergenciais para conter a crise, ao mesmo tempo em que reforçam que atos violentos serão reprimidos com maior rigor.
A situação ganhou novo contorno após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou na semana passada que Washington poderia intervir caso manifestantes fossem mortos. A fala provocou forte reação de Teerã, que classificou a possibilidade como uma interferência inaceitável em assuntos internos.
Nas ruas, muitos iranianos expressam ceticismo quanto à ajuda externa. Moradores afirmam que não esperam apoio de outros países e rejeitam qualquer tipo de intervenção internacional, argumentando que isso não seria benéfico para a população nem para a estabilidade regional.
Com a continuidade dos protestos e o aumento das tensões diplomáticas, o cenário no Irã permanece incerto. Analistas apontam que a combinação de crise econômica, pressão internacional e instabilidade social pode prolongar o período de turbulência no país.
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