Seul, Coreia do Sul, 14 janeiro de 2026, Yonhap News – Uma equipe de procuradores especiais da Coreia do Sul solicitou a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol, acusado de liderar uma insurreição ao decretar lei marcial em dezembro de 2024. O pedido foi apresentado em 14 de janeiro no Tribunal Distrital Central de Seul, durante a fase final do julgamento. Yoon nega todas as acusações.
Segundo os procuradores, o ex-presidente teria representado “uma grave ameaça à liberdade política do povo” ao enviar tropas para a Assembleia Nacional e tentar deter parlamentares sem mandados judiciais. A promotoria afirma que Yoon destruiu a ordem constitucional da democracia liberal e não demonstrou arrependimento.
Durante sessões anteriores do julgamento, Yoon declarou que a lei marcial foi “uma mensagem pacífica ao povo” e que orientou os militares a evitar confrontos com civis. Ele argumenta que suas ações estavam dentro de sua autoridade presidencial.
A crise política de 2024 marcou um dos momentos mais tensos da história recente sul-coreana, com tropas posicionadas em áreas estratégicas de Seul e parlamentares denunciando tentativa de golpe. O episódio levou à abertura de processos criminais e ao afastamento definitivo de Yoon do cargo.
Caso condenado, Yoon poderá se tornar o segundo ex-presidente da Coreia do Sul a receber pena máxima por crimes relacionados à insurreição. O país mantém a pena de morte em sua legislação, embora não realize execuções há quase três décadas.
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