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Polícia de Tóquio prende homem por pornografia deepfake

Suspeito utilizava inteligência artificial generativa para criar imagens de famosas e lucrar com assinaturas

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Tóquio, Tóquio, Japão. 20 de janeiro de 2026. NHK – A polícia de Tóquio efetuou a prisão de um homem de 31 anos sob a acusação de distribuir pornografia deepfake produzida por meio de inteligência artificial generativa. O suspeito teria utilizado imagens reais de celebridades femininas para criar conteúdos obscenos e comercializá-los em plataformas digitais mediante pagamento de assinaturas.

De acordo com as autoridades, o detido foi identificado como Chiba Tatsuro, residente da cidade de Sapporo. Ele é suspeito de ter produzido mais de dez imagens deepfake obscenas ao alterar fotografias de figuras públicas entre o período de dezembro de 2024 a maio do ano passado (2025). Além da manipulação das imagens, Tatsuro é acusado de permitir o acesso on-line a esse conteúdo para espectadores pagantes, violando diretamente a legislação que proíbe a distribuição de material digital obsceno.

O método utilizado pelo investigado envolvia o uso de softwares gratuitos de inteligência artificial generativa. Para atrair novos clientes, o homem publicava amostras do material em uma conta promocional em redes sociais, direcionando os interessados para um site específico onde o conteúdo completo era disponibilizado através de um sistema de assinatura mensal fixa.

“O uso de inteligência artificial para criar materiais obscenos sem o consentimento das vítimas representa uma grave violação dos direitos de imagem e das leis de segurança digital.”

As investigações apontam que o suspeito lucrou aproximadamente 11 milhões de ienes, o que equivale a cerca de 70 mil dólares, em um período de aproximadamente dois anos, com início no verão de 2023. O dinheiro arrecadado teria sido utilizado para o pagamento de despesas de subsistência e gastos pessoais do cotidiano.

Durante a operação de busca na residência do suspeito, a polícia encontrou e apreendeu computadores que continham um volume impressionante de material: mais de 500 mil imagens sexuais deepfake de celebridades femininas estavam armazenadas nos dispositivos.

“A escala do armazenamento digital encontrado indica uma produção massiva de conteúdo sintético voltado para a exploração comercial ilícita em larga escala.”

Este caso reforça a vigilância das autoridades japonesas contra crimes cibernéticos que utilizam tecnologias emergentes para lesar a dignidade e a imagem de cidadãos, especialmente no cenário de rápida evolução das ferramentas de manipulação de mídia e inteligência artificial.

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SourceNHK

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