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Japão alerta para tensão crescente na região após manobras chinesas

Governo japonês critica exercícios militares de Pequim e reforça defesa de solução pacífica para Taiwan.

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Tóquio, Japão, 1 de janeiro de 2026, Kyodo News – O Ministério das Relações Exteriores do Japão manifestou forte preocupação com os exercícios militares realizados pela China ao redor de Taiwan, classificando as ações como um fator de aumento significativo das tensões no Estreito. A declaração foi feita pelo porta-voz Kitamura Toshihiro, que afirmou que Tóquio já comunicou oficialmente suas inquietações a Pequim.

Segundo Kitamura, as manobras chinesas representam um risco direto à estabilidade regional e contrariam os esforços internacionais para manter o diálogo como caminho para resolver questões sensíveis envolvendo Taiwan. Ele reiterou que a posição histórica do governo japonês é a de que o tema deve ser tratado de forma pacífica.

“As recentes manobras militares constituem ações que aumentam as tensões no Estreito de Taiwan. O Japão espera que a questão seja resolvida pacificamente por meio do diálogo”, declarou o porta-voz.

O governo japonês destacou ainda que a paz e a estabilidade no Estreito são essenciais não apenas para a região, mas para toda a comunidade internacional, e afirmou que continuará acompanhando os desdobramentos com grande atenção.

A preocupação não é exclusiva do Japão. A União Europeia também divulgou um comunicado na terça-feira (31) expressando apreensão com os exercícios chineses, afirmando que as ações “aumentam ainda mais as tensões e colocam em risco a paz e a estabilidade internacionais”.

“A situação deve ser resolvida por meio do diálogo, evitando qualquer ação que possa intensificar o conflito”, afirmou a porta-voz da UE.

Os ministérios das Relações Exteriores do Reino Unido, Alemanha e França também emitiram declarações semelhantes, reforçando oposição a qualquer tentativa unilateral de alterar o status quo na região.

As manobras chinesas, que incluíram operações aéreas e navais ao redor da ilha, foram justificadas por Pequim como um “aviso severo” a forças pró-independência de Taiwan e a países que apoiam a ilha. No entanto, para governos ocidentais e aliados regionais, as ações representam uma escalada preocupante em um dos pontos mais sensíveis da geopolítica asiática.

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SourceNHK

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