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Governador e prefeito de Osaka renunciam para impulsionar plano metropolitano

Osaka, Japão, 14 janeiro de 2026, NHK – O governador da província de Osaka, Yoshimura Hirofumi, e o prefeito da cidade de Osaka, Yokoyama Hideyuki, anunciaram sua intenção de renunciar aos cargos para convocar novas eleições. Ambos pretendem concorrer novamente, desta vez buscando um mandato claro dos eleitores para realizar um novo referendo sobre o chamado “Plano de Metrópole de Osaka”.

Fontes próximas aos dois líderes afirmam que a decisão está diretamente ligada ao cenário político nacional. A primeira-ministra Takaichi Sanae pode dissolver a Câmara Baixa no início da próxima sessão ordinária, o que abriria caminho para uma eleição geral em fevereiro. Caso isso ocorra, Yoshimura e Yokoyama planejam alinhar as eleições local e provincial ao pleito nacional.

O plano propõe reorganizar a cidade de Osaka em distritos especiais semelhantes aos de Tóquio, eliminando sobreposições administrativas entre governo municipal e governo provincial.

O “Plano de Metrópole de Osaka” já foi rejeitado duas vezes em referendos anteriores. Apesar disso, Yoshimura, que lidera o Japan Innovation Party, voltou a defender a proposta após um acordo firmado no ano passado entre o Partido Liberal Democrático e seu partido. O pacto prevê a apresentação, ainda este ano, de um projeto de lei para estabelecer uma “capital secundária” no Japão.

Segundo Yoshimura, a implementação do plano é condição essencial para que Osaka seja oficialmente designada como essa capital secundária, oferecendo funções administrativas de apoio a Tóquio em caso de emergências ou sobrecarga institucional.

A renúncia coordenada dos dois líderes é vista como uma estratégia para renovar o debate público e buscar legitimidade popular para avançar com a reorganização administrativa.

Com a possibilidade de eleições simultâneas, o tema deve ganhar destaque no cenário político regional e nacional nas próximas semanas, reacendendo discussões sobre eficiência administrativa, identidade local e o futuro da governança em Osaka.

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