Washington, Estados Unidos, 13 janeiro de 2026, Associated Press (AP) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos enfrenta forte reação após ameaçar indiciar criminalmente o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. A medida provocou críticas contundentes de três ex-presidentes do banco central e de ex-altos funcionários econômicos, que classificaram a investigação como um ataque sem precedentes à independência da instituição.
Powell revelou em 12 de janeiro que o Departamento de Justiça enviou intimações de um grande júri à autoridade monetária, relacionadas ao depoimento que ele prestou ao Congresso em junho do ano passado sobre reformas em prédios do Fed. A iniciativa gerou preocupação imediata entre especialistas e ex-dirigentes.
O documento, também assinado pelos ex-secretários do Tesouro Henry Paulson e Timothy Geithner, destaca que a autonomia do Fed é essencial para o desempenho econômico dos Estados Unidos, incluindo o cumprimento das metas de estabilidade de preços, pleno emprego e juros de longo prazo moderados.
Os signatários alertaram que ações desse tipo se assemelham a práticas observadas em economias emergentes com instituições frágeis, onde interferências políticas na política monetária costumam gerar inflação elevada e instabilidade econômica.
A reação não se limitou a ex-dirigentes. Parlamentares do Partido Republicano, do presidente Donald Trump, também criticaram a postura do Departamento de Justiça, ampliando o debate sobre os limites da interferência política em instituições independentes.
A controvérsia surge em um momento sensível para a economia norte-americana, com o Fed tentando equilibrar pressões inflacionárias e desaceleração do crescimento, enquanto enfrenta crescente escrutínio político.
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