Washington, Estados Unidos, 2 de janeiro de 2026, Associated Press (AP) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou preocupação com os recentes exercícios militares realizados pela China nas águas ao redor de Taiwan. A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões no Estreito de Taiwan, região considerada sensível para a segurança asiática e global.
O porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Thomas Pigott, divulgou um comunicado na quinta-feira (2), afirmando que as atividades militares e a retórica adotada por Pequim “elevam desnecessariamente as tensões” na região. Ele pediu que a China exerça moderação e interrompa a pressão militar sobre Taiwan, defendendo a retomada de um diálogo significativo.
As manobras chinesas foram concluídas na quarta-feira (1), após três dias de exercícios de grande escala ao redor da ilha. O governo chinês afirma que as operações são uma resposta a movimentos que considera separatistas em Taiwan e a ações de países que apoiam a ilha.
No comunicado, Pigott reforçou que os Estados Unidos apoiam a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e se opõem a qualquer tentativa de alterar unilateralmente o status quo, “inclusive por meio de força ou coerção”.
Questionado por jornalistas na segunda-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou manter uma “ótima relação” com o presidente chinês, Xi Jinping, e declarou que “nada o preocupa” em relação às tensões recentes.
A escalada retórica entre Washington e Pequim ocorre em um momento de crescente rivalidade estratégica, com Taiwan no centro das disputas políticas, militares e diplomáticas entre as duas potências.
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