Pequim, China, 15 janeiro de 2026, Xinhua – A China encerrou 2025 com um superávit comercial recorde de quase 1,2 trilhão de dólares, impulsionado por um crescimento sólido das exportações pelo segundo ano consecutivo. Dados divulgados pelas autoridades alfandegárias mostram que as vendas externas aumentaram 5,5% em relação ao ano anterior, totalizando mais de 3,77 trilhões de dólares.
O desempenho positivo ocorreu apesar de uma queda acentuada nas exportações para os Estados Unidos, que recuaram 20% devido às tarifas impostas pelo governo Trump. O impacto, porém, foi compensado por avanços expressivos em outros mercados: as vendas para o Sudeste Asiático cresceram 13,4%, enquanto os embarques para a Europa subiram 8,4%.
As importações permaneceram praticamente estáveis em 2025, refletindo a demanda doméstica fraca e contribuindo para o superávit de mais de 1,18 trilhão de dólares. O resultado reforça a dependência da economia chinesa do setor exportador em meio a desafios internos, como desaceleração do consumo e dificuldades no setor imobiliário.
Em dezembro, as exportações para os Estados Unidos despencaram 30% na comparação anual, sinalizando que a recuperação desse mercado permanece distante, mesmo após a redução de algumas tarifas adicionais no fim de 2025.
No comércio com o Japão, também em dezembro, houve crescimento tanto nas exportações chinesas, que avançaram 5,3%, quanto nas importações, que subiram 3%, apesar do clima diplomático tenso entre os dois países.
Com o novo recorde, a China reforça sua posição como uma das maiores potências exportadoras do mundo, embora especialistas alertem que a continuidade desse desempenho dependerá da estabilidade global e da capacidade do país de estimular sua economia interna.
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