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“Alívio e medo”, reagem caraqueños a ataques dos EUA

Moradores de Caracas relatam explosões, alívio e temor; Reino Unido desaconselha todas as viagens ao país.

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Caracas, Distrito Capital, Venezuela, 4 de janeiro de 2026 – Agencia EFE Enquanto as ruas da capital venezuelana permanecem estranhamente silenciosas, os moradores reagem com uma mistura de alívio, medo e expectativa aos ataques militares dos Estados Unidos. O governo britânico, em resposta à crise, passou a desaconselhar formalmente todas as viagens ao país.

Bombeiro passa por um veículo militar queimado na base aérea de La Carlota, em Caracas.
Uma área de grama queimada é vista no aeroporto de La Carlota após explosões e aeronaves voando baixo terem sido ouvidas em 3 de janeiro.
Veículo interceptador de mísseis queimado é visto na base aérea de La Carlota, em Caracas.
Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela
Um militar passa por destroços na base aérea militar de La Carlota.
“Embora Maduro tenha ido embora, todos os outros ainda estão no comando”, disse Daniela, moradora que vive perto da base aérea de La Carlota, um dos alvos dos ataques. Ela, que não quis revelar seu nome verdadeiro, afirmou que está muito perigoso sair de casa. Para ela, no entanto, os ataques da noite passada trazem um “alívio por saber que finalmente aconteceu”.

A expectativa por uma intervenção militar estrangeira era sentida há tempos por muitos venezuelanos. Maria, que também prefere o anonimato, disse ter ficado surpresa com a ação tão no início do ano. “Estou tão feliz que meu peito dói”, confessou, descrevendo as ruas calmas perto de sua casa. Ela aguarda agora por mais informações dos líderes oposicionistas e do presidente norte-americano.

“Foi meio surreal”, relatou Alirio, tradutor que vive em Caracas. Ele descreveu o som das explosões como um trovoada, “como nada que eu já tenha ouvido antes”. O céu, segundo ele, “ficou avermelhado e pareceu uma intervenção divina”. O clima atual, disse, é de uma calma perturbadora, pois “ninguém quer sair. Corre o boato de que pessoas que estão nas ruas estão sendo presas”.

Em meio à incerteza, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido atualizou drasticamente seu alerta de viagem. A orientação agora é que cidadãos britânicos evitem qualquer viagem para a Venezuela. Para aqueles que já se encontram no país, a recomendação é que se abriguem no local, mas estejam preparados para mudar de planos rapidamente se necessário.

O comunicado oficial adverte que seguros de viagem podem se tornar inválidos se alguém viajar desconsiderando o alerta. A orientação é que os indivíduos monitorem constantemente suas opções para deixar o país e tenham um “plano de emergência pessoal” que não dependa do apoio do governo. O aviso também menciona que os ataques aéreos podem levar ao fechamento das fronteiras e do espaço aéreo venezuelano, complicando ainda mais qualquer tentativa de saída.

 

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