Pequim, China, 1 de janeiro de 2026, Xinhua – A China anunciou o fim de seus exercícios militares de grande escala ao redor de Taiwan, realizados desde segunda-feira (29). As manobras, conduzidas pelo Comando do Teatro Leste do Exército de Libertação Popular, foram apresentadas por Pequim como um “aviso severo” a forças pró-independência e a países que apoiam a ilha. No entanto, analistas e autoridades taiwanesas veem o movimento como mais um passo na escalada militar chinesa e um possível ensaio para uma futura invasão.
Os exercícios incluíram o envio de destróieres, aeronaves de combate, drones e testes de fogo real de longo alcance. A operação simulou bloqueios marítimos e a interrupção de rotas aéreas, táticas consideradas essenciais em um cenário de ataque à ilha democrática.
Taiwan condenou as manobras, classificando-as como intimidação militar e uma violação grave da estabilidade no Estreito. Para Taipei, a frequência crescente desses exercícios — que se intensificaram nos últimos anos — indica uma estratégia clara de desgaste psicológico e desensibilização da comunidade internacional.
A repetição constante de operações militares ao redor da ilha pode, segundo analistas, ter como objetivo normalizar a presença bélica chinesa na região, reduzindo a reação global e preparando o terreno para uma ofensiva futura.
O governo chinês insiste que Taiwan é parte inalienável de seu território e não descarta o uso da força para alcançar a “reunificação”. Já Taiwan reforça que é uma democracia autônoma, com governo próprio, e que jamais aceitará a submissão a Pequim.
Com o fim dos exercícios, permanece a preocupação sobre quando — e não se — a China dará o próximo passo. A comunidade internacional acompanha com crescente apreensão a escalada militar no Estreito de Taiwan, considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica global.
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