Kanazawa, Ishikawa, Japão, 27 de dezembro de 2025, NHK – Uma nova pesquisa com sobreviventes do terremoto que atingiu a Península de Noto em 2024 revela que 67% dos moradores sentem que houve pouco ou nenhum avanço na recuperação e reconstrução da região. O resultado é praticamente idêntico ao registrado em um levantamento realizado um ano atrás, indicando frustração persistente entre os afetados.
Na próxima quinta-feira (1), completam-se dois anos desde que o forte tremor atingiu a província de Ishikawa e áreas vizinhas no dia 1º de janeiro, deixando um rastro de destruição e milhares de desabrigados.
A pesquisa, conduzida entre o fim de novembro e meados de dezembro, ouviu 372 sobreviventes que ainda vivem em moradias temporárias na província. Entre os entrevistados, 22% disseram que a reconstrução “não avançou nada”, enquanto 45% afirmaram que avançou “muito pouco”. Apenas 3% consideram que o progresso tem sido constante.
O levantamento também perguntou sobre os principais problemas enfrentados atualmente. Para 50% dos participantes, as condições de moradia são a maior preocupação. Outros 21% citaram o ambiente de vida, enquanto saúde e bem-estar somaram 9%, emprego 5% e relações interpessoais 4%.
Ela relatou que o levantamento de terreno e a estimativa de custos para reconstrução avançam lentamente, enquanto os preços da construção continuam subindo, dificultando ainda mais o retorno à normalidade.
Especialistas apontam que a lentidão na reconstrução, somada ao isolamento social e ao desgaste emocional prolongado, tem agravado o sentimento de abandono entre os moradores da região. Para muitos, a recuperação completa ainda parece distante.
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