Tóquio, Japão, 20 de dezembro de 2025, Kyodo News – Uma declaração feita por um funcionário do governo japonês, sugerindo que o país deveria possuir armas nucleares, provocou forte reação política e social. O comentário, feito de forma reservada a repórteres na quinta-feira (18), envolveu um assessor de segurança nacional do gabinete do primeiro-ministro.
O líder do Partido Democrático Constitucional, Noda Yoshihiko, classificou a fala como “inacreditável” e defendeu a renúncia imediata do funcionário. Ele ressaltou que os Três Princípios Não Nucleares do Japão devem ser mantidos rigorosamente como política nacional.
A repercussão também atingiu grupos de sobreviventes das bombas atômicas. Mimaki Toshiyuki, copresidente da organização Nihon Hidankyo, afirmou sentir frustração e indignação, pedindo que os princípios antinucleares sejam transformados em lei e promovidos globalmente.
O secretário-geral da entidade, Hamasumi Jiro, enviou uma declaração ao gabinete, afirmando que o comentário ignora a existência dos sobreviventes e “tolera a guerra nuclear”, algo considerado absolutamente inaceitável.
No cenário internacional, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que, se confirmado, o comentário representa uma situação extremamente grave. Ele alertou que a comunidade internacional deve estar em estado de atenção diante da possibilidade de planos perigosos relacionados à posse de armas nucleares pelo Japão.
A polêmica reacende o debate sobre a postura pacifista do país e sua política de segurança, em um momento de tensões regionais e crescente pressão internacional contra a proliferação nuclear.
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