Caracas, Venezuela, 13 de novembro de 2025, Agencia EFE – A chegada do porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford ao Caribe elevou a tensão na região, especialmente em torno da Venezuela. O grupo de ataque naval, considerado o maior do mundo, entrou na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos, que abrange a América Latina e o Caribe.
O presidente Donald Trump tem ordenado desde setembro operações contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas. Ele também sugeriu a possibilidade de ações terrestres, ampliando a preocupação sobre um eventual confronto direto.
O grupo naval inclui diversos destróieres equipados com mísseis Tomahawk, aumentando a capacidade ofensiva dos Estados Unidos na região.
Em resposta, a Venezuela iniciou exercícios militares no dia (11). O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, criticou duramente a postura norte-americana e afirmou que há “rejeição global unânime” contra a intenção dos EUA de se manter como “hegemon mundial” e “polícia do mundo”.
Imagens transmitidas pela emissora estatal mostraram Padrino e outros oficiais inspecionando mísseis montados em lançadores móveis, em clara demonstração de força.
A escalada militar reacende preocupações sobre a estabilidade regional e o risco de incidentes envolvendo forças norte-americanas e venezuelanas, em um cenário já marcado por disputas políticas e acusações de tráfico internacional de drogas.
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